Excesso de pelos nas mulheres pode ser sintoma de problemas médicos

Londres, 17 abr (EFE).- O excesso de pelos nas mulheres pode ser um sintoma de algum problema médico que deve ser tratado, segundo um relatório do Royal College de Obstetras e Ginecologistas do Reino Unido divulgado hoje, no qual convida-se a quem sofra deste problema para não ter medo na hora de ir a um médico.

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O relatório indica que entre 5% e 15% das mulheres têm excesso de pelos e que na maioria dos casos (entre 70% e 80%) o problema tem a ver com a Síndrome do Ovário Policístico (SOP).

A autora do estudo é a doutora Rebecca Swingler, que trabalha no Hospital Saint Michael's de Bristol e que explicou que esta circunstância, conhecida cientificamente como hirsutismo, causa angústia e transtornos psicológicos entre muitas mulheres que o sofrem.

O hirsutismo é o crescimento excessivo de pelos em regiões consideradas andrógeno-dependentes como o lábio superior, as costeletas, o queixo, o pescoço, em volta dos mamilos, tórax, na área imediatamente superior ou inferior ao umbigo, assim como nas virilhas, coxas e costas.

Frequentemente está associado a acne, a queda de cabelo e a irregularidades menstruais, e em muitas ocasiões, segundo a doutora Rebecca, as mulheres não buscam ajuda médica porque tem vergonha ou porque consideram que não é um problema grave.

Os casos menos severos podem ser tratados com cirurgia estética, mas frente aos quadros mais intensos o tratamento hormonal - como o uso da pílula contraceptiva - é o mais efetivo, disse Rebecca.

Também a perda de peso em mulheres obesas pode ajudar a reduzir os altos níveis de testosterona, responsáveis em alguns casos por um excesso de pelos.

"Frequentemente as mulheres demoram anos para poder enfrentar seu hirsutismo, antes de buscar ajuda profissional. As mulheres hão de olhar-se a si mesmas no contexto de sua família e origem étnica, e fixar-se no que é normal para elas", disse a doutora.

O professor Stephen Franks, endocrinologista do Imperial College de Londres, concordou em que o hirsutismo é um tabu para muitas mulheres, que sofrem uma deterioração de sua auto-estima e de sua percepção como sujeitos femininos e que por esta razão não vão ao médico. EFE fpb/ma

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