Excesso de coelhos ameaça ilha onde Mandela ficou preso

A prisão da Ilha de Robben, lugar na África do Sul onde o ex-presidente Nelson Mandela ficou preso, será fechada por duas semanas para o abate de coelhos que ameaçam o local. Os coelhos são tão numerosos que estão causando danos à vegetação da ilha e aos prédios históricos, segundo as autoridades sul-africanas.

BBC Brasil |

"A atual população (de coelhos) é tão grande que ameaça danificar de forma permanente a frágil vegetação da ilha, e também significa uma ameaça grave a outras espécies da fauna local", afirmou o diretor-executivo interino do Museu da Ilha de Robben, Seeland Naidoo.

Atualmente, a Ilha de Robben, considerada patrimônio mundial pela ONU e localizado na costa da Cidade do Cabo, é uma das atrações turísticas mais populares do país.

Abate 'humano'
Segundo o jornal sul-africano Cape Times, Naidoo acrescentou que não resta alternativa a não ser adotar um programa de abate "humano" junto com grupos locais que defendem o bem-estar animal.

Depois do abate, no início de novembro, será iniciado um programa de esterilização para manter uma população de coelhos pequena na ilha.

Mandela foi condenado à prisão em 1964 por militar contra o apartheid, passando 18 anos de seus 27 anos de prisão na Ilha de Robben.

Ele só foi libertado em 1990 e, quatro anos mais tarde, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul.

Mandela ganhou reconhecimento internacional por sua luta pela reconciliação entre brancos e negros de seu país.

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