Ex-candidato John Edwards apóia Obama

O ex-candidato democrata à eleição presidencial americana John Edwards resolveu apoiar o favorito à indicação democrata, Barack Obama, anunciaram nesta quarta-feira várias redes de televisão dos Estados Unidos.

AFP |

O anúncio representa mais um revés para a senadora Hillary Clinton, adversária de Obama na corrida democrata à Casa Branca. Apesar da vitória de terça-feira na primária da Virginia Ocidental, Hillary Clinton ainda está posicionada atrás do senador de Illinois.

"John Edwards apóia o candidato presidencial Barack Obama", anunciou o canal ABC à tarde. A notícia foi confirmada em seguida por colaboradores de Obama.

Edwards abandonou a corrida no dia 30 de janeiro, depois de ter chegado em terceiro lugar em várias primárias democratas.

Ex-senador pela Carolina do Norte, porta-voz da classe média branca e conhecido por sua luta contra a pobreza; Edwards observava uma estrita neutralidade desde sua retirada da corrida, no dia 30 de janeiro.

Edwards faz parte de um grupo de personalidades influentes que declararam apoio a Obama, como o ex-vice-presidente Al Gore.

Ligado aos sindicatos operários, Edwards é extremamente popular entre os trabalhadores brancos e deve ajudar Obama a convencer este segmento do eleitorado americano.

Em entrevista publicada no início do mês no site da revista People, Edwards, 54 anos, estimou que Obama "(quer) realmente mudar (as coisas) com uma nova maneira de fazer" política.

"Será um formidável símbolo ter um afro-americano na disputa para a presidência", acrescentou. Também elogiou a "tenacidade" da ex-primeira-dama que, segundo ele, "demonstra uma grande força interior".

De acordo com o site independente RealClearPolitics (RCP), Obama conta atualmente com 1.885 delegados, contra 1.718 para Hillary. São necessários 2.025 delegados para obter a indicação democrata. No total, 189 delegados ainda têm que ser atribuídos até o dia 3 de junho.

Obama também recebeu nesta quarta-feira o apoio de três "superdelegados" do Partido Democrata, cujos votos serão decisivos na escolha do candidato que enfrentará John McCain em novembro. Hillary Clinton, por sua vez, recebeu o apoio de apenas um "superdelegado".

Barack Obama também conta com o apoio do Naral, a principal organização de defesa do direito ao aborto nos Estados Unidos, e de três ex-presidentes da SEC, a autoridade americana de regulação dos mercados, entre eles William Donaldson, ex-membro do governo de Ronald Reagan e presidente da SEC de 2003 a 2005, durante o mandato de George W. Bush.

Em visita nesta quarta-feira a Michigan, o senador de Illinois se encontrou com operários da indústria automobilística e defendeu a renovação da indústria manufatureira americana. Colocando-se na perspectiva da eleição de novembro, Obama nunca citou o nome de Hillary e reservou suas críticas a McCain, a quem acusa de "querer dar continuidade à política de George W. Bush, que fracassou".

De acordo com uma pesquisa da Universidade Quinnipiac, tanto Obama como Hillary ganhariam o duelo contra McCain. Segundo o estudo, Obama tem 7 pontos de vantagem em relação a McCain (47% contra 40%), e Hillary conta com uma vantagem de 5 pontos (46% contra 41%).

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