Ex-boxeador ítalo-canadense encontrado morto em Pernambuco não foi assassinado

A morte do ex-boxeador ítalo-canadense Arturo Thunder Gatti, cujo corpo sem vida foi encontrado em julho em sua casa no balneário de Porto de Galinhas, aconteceu em consequência de um enforcamento sem a participação de terceiros, concluiu uma nova autópsia realizada em Montréal.

AFP |

De acordo com os novos exames, o cadáver não apresenta ferimentos que apontem a participação de uma ou mais pessoas no enforcamento do ex-pugilista, revelou o jornal La Prensa.

De acordo com a publicação, Gatti não foi amarrado nem alvo de golpes. Mesmo assim, as investigações ainda consideram a hipótese de que ele tenha sido dopado e então enforcado de maneira que parecesse suicídio.

"É uma operação difícil, mas não impossível", escreveu o La Prensa.

Ainda de acordo com o jornal, os exames toxicológicos apontam a presença de uma substância sonífera no corpo de Gatti.

Por se tratar de um medicamento comercializado no Brasil mas não no Canadá, os especialistas canadenses devem entrar em contato com seus pares brasileiros para verificar se a dose encontrada era forte o bastante para fazer com que o ex-boxeador adormecesse.

No dia 12 de julho, a polícia brasileira prendeu a mulher de Gatti, Amanda Rodrigues, considerada suspeita de tê-lo estrangulado após uma briga.

Rodrigues foi libertada pouco depois, quando um juiz brasileiro caracterizou o caso como suicídio.

O corpo de Gatti foi exumado no dia 1º de agosto para a realização de uma segunda autópsia.

str/via/ap

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