Ex-assessor de Bush se nega a depor sobre demissão de procuradores

Washington, 10 jul (EFE).- O ex-assessor da Casa Branca Karl Rovee desafiou uma convocação do Congresso para que testemunhasse hoje sobre a demissão de nove procuradores federais no fim de 2006.

EFE |

Imediatamente, a subcomissão para Leis Comerciais e Administrativas da Câmara de Representantes, onde Rove deveria ter testemunhado, rejeitou os argumentos de "foro privilegiado" utilizado pelo ex-assessor para não atender à convocação.

Com sete votos a favor e um contra, a subcomissão recusou os argumentos segundo os quais Rove tem imunidade no processo movido pelo Congresso para determinar se a demissão dos procuradores teve motivações políticas.

A subcomissão enviou uma carta ao advogado de Rove, Robert Luskin, pedindo ao ex-assessor que reveja a decisão e dando-lhe um prazo, que vai até terça-feira, para que responda.

John Conyers, presidente da Comissão de Justiça da Câmara de Representantes, ao qual pertence a subcomissão, deixou claro que Rove "não está acima das leis" e que "o Congresso fará cumprir seu direito constitucional" de vigiar as ações do Executivo.

"A ausência do senhor Rove hoje é um insulto ao povo americano e ao sistema de equilíbrio entre os poderes que formam a base de nossa Constituição e nossa democracia (...). Sem dúvida, estudarei seriamente todas as opções disponíveis", disse Conyers.

Uma das alternativas é que a comissão acuse Rove de desacato a uma ordem do Congresso, "com o objetivo de obrigá-lo a dar o testemunho, como manda a lei", disse à Agência Efe uma fonte legislativa que pediu para não ser identificada. EFE mp/rb/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG