Exame indica que capitão de navio não tinha usado drogas, diz advogado

Bruno Leporatti diz que teste de entorpecentes feito por comandante do Costa Concordia deu negativo

iG São Paulo |

O capitão do navio Costa Concordia, que naufragou na Itália há duas semanas, não estava sob efeito de drogas no momento do acidente, afirmou seu advogado nesta segunda-feira.

Segundo Bruno Leporatti, que representa o comandante Francesco Schettino , o exame toxicológico feito por seu cliente deu negativo. “Não tínhamos dúvida (sobre qual seria o resultado)”, afirmou Leporatti.

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Equipes voltam para a ilha de Giglio após inspeção no navio Costa Concordia

Schettino, 57, está em prisão domiciliar desde o dia 18. Ele é acusado de homicídio culposo múltiplo (sem intenção de matar), naufrágio e abandono do navio antes de todos os passageiros terem sido retirados, crimes pelos quais pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

Nesta segunda-feira, os promotores de Grosseto, que conduzem as investigações, ouviram o comandante da Capitania dos Portos de Livorno, Gregorio de Falco , que ordenou em vários telefonemas que Schettino voltasse ao navio para coordenar as tarefas de salvamento dos passageiros. O conteúdo do depoimento não foi divulgado.

Autoridades italianas concederam nesta segunda-feira permissão para que especialistas comecem a retirar o combustível do Costa Concordia. De acordo com o almirante Ilarione dell’Anna, a operação para retirada de 2,4 mil toneladas de combustível pode começar na terça-feira. As buscas por desaparecidos continuarão.

Também nesta segunda, mais dois corpos foram encontrados, elevando para 15 o número total de vítimas. Os dois corpos encontrados são de mulheres que estavam no café do navio, que possibilitava acesso à internet.

A decisão de permitir que as duas operações - de retirada de combustível e de resgate - aconteçam foi feita após autoridades afirmarem que a situação do Costa Concordia é estável.

Os trabalhos estão sob a pressão do tempo, porque há temores de um desastre natural na região.

Com Reuters, AP e EFE

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