Exame de DNA vincula ex-membro do IRA ao assassinato de soldados

Dublin, 27 mar (EFE).- O norte-irlandês Colin Duffy, ex-membro do IRA acusado pelo assassinato de dois soldados britânicos, deixou amostras de DNA no carro de onde teriam originado os disparos contra uma base militar de Antrim, ao norte de Belfast, em 7 de março.

EFE |

Assim afirmou hoje o agente da Polícia norte-irlandesa (PSNI) encarregado da investigação, Jeff Smith, durante uma audiência preliminar realizada perante um tribunal de Belfast, onde o suspeito enfrenta oito acusações: duas por assassinato, cinco por tentativa de assassinato e outra por posse de arma de fogo e munição.

"Não encontramos só elementos isolados. Temos um perfil completo de DNA (de Duffy). Estava dentro de uma luva de látex encontrada no chão" do veículo, explicou o agente.

Smith disse que a Promotoria concentrará seus argumentos durante o julgamento nas provas recolhidas através de exames legistas, análise de circuitos de televisão fechados e depoimentos de testemunhas, alguns dos quais, disse, podem situar o citado carro na cena do crime segundos antes do atentado.

Duffy, de 41 anos, permanecerá sob custódia policial até o próximo comparecimento, previsto para 21 de abril, depois que o juiz instrutor, Robert Alcorn, levou em conta as advertências do policial.

"Isso é um assunto muito sério. Se for concedida a liberdade sob fiança, existem muitas possibilidades de que o acusado possa voltar a praticar crimes ou interferir nas testemunhas", ressaltou Smith.

Os dois soldados, os primeiros militares britânicos assassinados na província em 12 anos, foram baleados por membros do IRA Autêntico, cisão do Exército Republicano Irlandês (IRA) que se opõe ao processo de paz, quando recebiam pizzas.

Além de matar os soldados, os terroristas feriram mais quatro pessoas, dois militares e dois entregadores de pizza. EFE ja/an

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