Exame de DNA de herdeiros do Clarín dá negativo

Mostras genéticas de Marcela e Felipe Herrera de Noble foram contrastadas com perfis de famílias de desaparecidos na ditadura

iG São Paulo |

O exame de DNA dos filhos adotivos da dona do Clarín, o mais poderoso grupo multimídia da Argentina, deu negativo ao ser comparado com o de duas famílias de desaparecidos durante o regime militar da Argentina (1976-1983).

Segundo informou o Clarín, as mostras de DNA de Marcela e Felipe Herrera de Noble foram contrastadas nesta segunda-feira com os perfis genéticos das famílias Lanoscou-Miranda e Gualdero-García, mas sem resultados positivos. Essas famílias entraram com um processo judicial para determinar se os Herrera de Noble são filhos de desaparecidos durante a ditadura.

De acordo com fontes citadas pela agência oficial Télam, o exame prosseguirá agora com as mostras de DNA de outros familiares de desaparecidos conservadas no Banco Nacional de Dados Genéticos da Argentina.

Marcela e Felipe, filhos de Ernestina Herrera de Noble, se apresentaram voluntariamente em 24 de junho no hospital Durand de Buenos Aires, para fazer exame de sangue, depois de terem se negado por anos a fazer o exame. Em 2010, a juíza do caso, Sandra Arroyo Salgado, ordenou a extração de mostras genéticas.

Perfil

O grupo Avós da Praça de Maio afirmou que há suspeitas de que ambos os jovens, que não têm laços de sangue entre si, sejam filhos de desaparecidos cujos perfis genéticos foram apresentados por familiares que procuram por crianças apropriadas ilegalmente durante o regime militar no país.

Estima-se que cerca 500 bebês tenham sido roubados de seus pais durante a ditadura na Argentina, na qual desapareceram 30 mil pessoas. O Avós da Praça de Maio conseguiram fazer com que mais de 100 dos 500 bebês desaparecidos na época recuperassem sua identidade.

*Com EFE

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