Exame de DNA confirma que restos mortais são de Ceausescu

Enterrado em Bucareste, corpo de ditador romeno foi exumado a pedido do filho e do genro

iG São Paulo |

Mais de 20 anos depois da execução de Nicolae Ceausescu, os exames de DNA confirmaram que o corpo exumado em junho em um cemitério de Bucareste é de fato do ditador romeno, informou nesta quarta-feira o diretor do Instituto Médico Legal da Romênia, Dan Dermengiu.

Valentin Ceausescu, filho do ditador, e seu cunhado, Mircea Oprean, tinham pedido a abertura do processo à Justiça porque tinham dúvidas que seus familiares estivessem enterrados no cemitério de Bucareste.

Reuters
Visitantes observam túmulo de Ceausescu em Bucareste, na Romênia

"Comparamos o DNA de Nicolae Ceuasescu com mostras pertencentes a seu irmão e a Valentin (filho de Ceausescu)", declarou Dermengiu. "Se tivéssemos mostras de DNA de Nicolae Ceausescu de quando estava vivo, teríamos certeza absoluta, mas é seguro que as análises de DNA feitas com seu irmão e seu único filho indicam que o corpo exumado no cemitério de Ghencea é efetivamente o de Nicolae Ceausescu", completou.

Em relação a Elena, mulher do ditador que também teve seu corpo exumado, Dermengiu afirma que não há "suficientes elementos de comparação" para um pronunciamento no momento, já que as investigações centraram-se especialmente no ex-ditador. O INML apresentará os resultados oficiais das provas na quinta-feira.

Nicolae Ceausescu, que dirigiu a Romênia com mão de ferro de 1965 até a queda dos regimes comunistas da Europa do Leste em 1989, nasceu em 26 de janeiro de 1918 em uma família camponesa.

Depois da repressão sangrenta das manifestações populares em meados de dezembro de 1989 em Timisoara e Bucareste - que deixaram no total 1.104 mortos -, o ditador fugiu da capital em um helicóptero, em 22 de dezembro de 1989. Ceausescu e sua mulher foram detidos poucas horas depois, após um julgamento sumário a portas fechadas em um quartel militar de Targoviste (leste de Bucareste). Depois, foram executados por um pelotão de fuzilamento.

Por medo que seus túmulos fossem profanados, as autoridades os enterraram à noite, depois de sua execução, sob cruzes com nomes falsos, segundo várias testemunhas. Anos depois o nome do casal foi acrescentado ao túmulo e, desde então, vários nostálgicos do regime de Ceausescu visitam seu túmulo no cemitério de Ghencea.

Com AFP

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