Ex-agente da ditadura de Pinochet condenado a 6 anos de prisão

A Corte Suprema do Chile condenou nesta quarta-feira a seis anos de prisão o general da reserva Sergio Arellano Stark pelo assassinato de quatro opositores à ditadura de Augusto Pinochet como parte da chamada Caravana da Morte da qual seria o comandante.

AFP |

A sentença foi emitida pelos assassinatos de Teófilo Arce, José Sepúlveda, Segundo Sandoval e Leopoldo González, mortos num quartel militar da cidade de Linares, centro sul do Chile, em outubro de 1973.

A ação de militares chilenos conhecida como Caravana da Morte ocorreu em outubro de 1973, pouco depois do golpe de 11 de setembro liderado pelo general Augusto Pinochet.

Um grupo de oficiais e soldados de elite teria sido responsável pelo seqüestro, assassinato e desaparecimento de pelo menos 72 presos políticos. De acordo com o comandante da Caravana da Morte, Sergio Arellano Stark, os militares cumpriam ordens de Pinochet.

A missão do grupo, segundo ele, era "apressar" o julgamento de dezenas de esquerdistas presos logo depois do golpe.

Os militares percorreram de helicóptero cinco cidades do Chile, e muitas

vítimas foram jogadas em covas clandestinas, descobertas só em 1990; 18 corpos nunca foram encontrados.

Pinochet, que governou o Chile com mão-de-ferro de 1973 a 1990 e morreu em dezembro de 2006, chegou a ser processado sob a acusação de acobertar os crimes da Caravana da Morte; foi liberado, então, pela Corte Suprema, para a qual o ex-ditador padecia de demência moderada que o impedia de se defender.

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