Evolução dos micróbios completou-se há 2,5 bilhões de anos

Washington, 19 fev (EFE).- Para a infinidade de micróbios, a evolução em grande escala se completou há 2,5 bilhões de anos, segundo um estudo publicado hoje pela revista Science.

EFE |

"Aparentemente, a maior parte da evolução dos micróbios ocorreu antes de que tenhamos registro disso, muito cedo na pré-história", afirma Roger Buick, paleontólogo e astrobiólogo (que estuda a vida no universo) da Universidade de Washington.

Todos os organismos vivos conhecidos precisam de nitrogênio, um componente básico dos aminoácidos e das proteínas. Mas para que esse nitrogênio, que está na atmosfera, sustente a vida, ele deve se fixar ou se transformar em uma forma com uso biológico.

Alguns micróbios transformam o nitrogênio da atmosfera em amoníaco que outros organismos podem absorver facilmente.

A investigação mostra que há 2,5 bilhões de anos evoluíram alguns micróbios que levaram o processo um passo adiante, agregando oxigênio ao amoníaco para a produção de nitrato, que também pode ser usado pelos organismos vivos.

Isso, segundo ele, foi o começo do que hoje se conhece como o ciclo aeróbio do nitrogênio, do qual depende a vida na Terra.

Os micróbios que realizaram essa façanha, denominados arcahea, encontram-se nos ciclos finais de seu reino e são os únicos micróbios capazes de adicionar oxigênio ao amoníaco.

Os archaea são micróbios unicelulares que, junto com as bactérias, constituem uma categoria de pequenos organismos cujo material genético não se encontra em um núcleo definido como o que se encontra nas plantas ou animais.

No passado os archaea eram considerados um grupo raro de bactérias, mas tendo uma história de evolução independente e uma bioquímica muito diferente da de outras formas de vida, agora são classificados como um reino diferente dentro do sistema criado por Carl Woese. EFE jab/jp

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