Evo Morales revela receber recursos da Venezuela e promete nova Constituição

O presidente da Bolívia, Evo Morales, revelou neste sábado que recebe recursos diretamente da embaixada da Venezuela em La Paz para fugir da burocracia do Tesouro e do Banco Central de seu país, e prometeu que, caso seja confirmado no cargo no referendo revogatório do dia 10 de agosto, garantirá a aprovação de uma nova Constituição incluindo as autonomias regionais.

AFP |

"Quando o dinheiro chega ao Banco Central ou ao Tesouro Geral da Nação (entidades por onde normalmente entra a cooperação internacional), demora para sacar o valor", uma vez que é necessário obedecer "trâmites e mais trâmites", justificou o presidente.

"Por essa e outras razões eu disse ao presidente (da Venezuela, Hugo) Chávez (que) ao invés de mandar dinheiro pelo Tesouro Geral da Nação - e depois retirar o dinheiro vai levar tempo -, por quê não fazer melhor, através da embaixada, e realizar o investimento diretamente?", disse Morales.

Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2006, Morales intensificou as relações da Bolívia com a Venezuela, recebendo uma significativa ajuda financeira através do programa de assistência "A Bolívia muda, Evo cumpre", destinado a vários setores como os militares e os camponeses.

"Dessa maneira aceleramos os projetos, atendendo às demandas do povo boliviano", concluiu.

No dia 10 de agosto, a população da Bolívia escolherá em um referendo se confirma ou não o posto de Morales, de seu vice e de nove prefeitos departamentais. Em meio à crise política deflagrada pelos sucessivos êxitos dos referendos regionais de autonomia das regiões rebeldes, Morales prometeu aprovar uma Constituição que inclua a nova situação legal dos departamentos.

"Se for ratificado no referendo, vamos garantir a aprovação da nova Cosntituição Política do Estado boliviano e buscaremos um meio de juntar com paciência as propostas dos estatutos de autonomia, mas ficam garantidas as autonomias departamentais", prometeu.

Ainda a respeito desse tema, Morales disse que "devem imperar aqui razões e propostas que resolvam os problemas da maioria do povo boliviano".

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