O presidente da Bolívia, Evo Morales, questionou nesta sexta-feira a legalidade da decisão da Corte Nacional Eleitoral (CNE) que modifica os percentuais para a revogação dos mandatos do chefe de Estado e dos governadores, no referendo do próximo dia 10 de agosto.

"Não sou advogado, mas me pergunto se uma decisão da Corte Nacional Eleitoral tem mais força do que uma lei aprovada pelo Congresso Nacional. É preciso analisar isso", disse Morales em um comunicado divulgado pelo Palácio de Governo.

A CNE estabeleceu que os mandatos dos oito governadores que serão submetidos ao referendo estarão revogados apenas com mais de 50% dos votos, apesar de sua eleição com entre 38% e 48% dos votos.

O mandato de Morales será retirado apenas com mais de 53,7% dos votos, o mesmo percentual que obteve nas eleições.

Governo e oposição concordam que apenas o Parlamento tem a faculdade de modificar as leis e que o tribunal eleitoral excedeu suas funções.

Morales convocou o referendo, com o aval do Parlamento, com a esperança de superar a crise política e o movimento por mais autonomia das províncias, liderado pela rica região de Santa Cruz.

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