Evo Morales propõe assinar tratado de rejeição a bases estrangeiras na região

Bariloche (Argentina), 28 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs hoje aos presidentes que integram a Unasul assinar uma declaração de rejeição às bases militares estrangeiras na América do Sul.

EFE |

"Se ninguém quer uma base militar por que não podemos assinar aqui um documento que (indique que) os presidentes da América do Sul não aceitam nenhuma base militar estrangeira", sustentou Morales durante discurso na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que acontece na cidade argentina de Bariloche.

O líder boliviano pediu a seus colegas da região "não tenham medo" de assinar essa declaração conjunta na cúpula que debate o polêmico acordo entre Colômbia e EUA para que militares americanos usem bases colombianas, que aumentou a tensão na América do Sul.

"Os Estados Unidos criam desconfiança nos presidentes da América do Sul num momento em que estamos buscando a unidade. Os impérios nunca quiseram a unidade da América do Sul. Não queremos ser instrumentos da divisão" da região, sustentou.

Morales disse que compartilha a proposta do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, sobre "se tratar de buscar paz", mas considerou que "enquanto haja presença de bases estrangeiras no âmbito sul-americano, dificilmente se pode pensar em paz".

"Não se pode permitir uma presença militar estrangeira em nosso território. É um mandato nobre e sagrado que nos dão nossos povos.

Pensar que com este acordo vai melhorar uma luta contra o narcotráfico, duvido; só é uma presença política militar para controle de outros países", ratificou o líder da Bolívia, que junto a Venezuela é o mais crítico sobre o acordo entre Colômbia e EUA.

Morales pôs em dúvida que o acordo militar seja para a luta contra o narcotráfico, como sustenta o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. EFE ms/fk

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