Evo Morales inicia campanha para referendo boliviano que divide a oposição

La Paz, 20 mai (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, iniciou a campanha para o referendo que pode ratificado ou revogar seu mandato, no próximo dia 10 de agosto, em um pleito que divide a oposição, especialmente a principal força conservadora, o Poder Democrático e Social (Podemos). Segundo o subchefe dos deputados governistas, o principal foco da campanha será a divulgação das conquistas do Governo Morales, entre elas a nacionalização dos hidrocarbonetos e o projeto de nova Constituição. A Bolívia realizará em 10 de agosto um referendo para ratificar ou revogar tanto o mandato de Morales e de seu vice-presidente, como o dos governadores regionais. Embora a iniciativa de uma consulta revogatória tenha partido do próprio Morales em dezembro, foi o Podemos, com sua maioria no Senado, que decidiu, há poucos dias, aprovar a lei para sua convocação. O presidente aceitou o desafio lançado pela oposição e sancionou a lei do revogatório, que agora divide os opositores e que gerou críticas nas regiões autonomistas. O Movimento ao Socialismo (MAS) afirmou que seu partido unirá forças com os grupos sociais simpáticos ao Governo para buscar o sim no referendo de agosto. Morales defenderá também as conquistas da nacionalização da telefônica Entel, da italiana Telecom, empresa que terá suas ações compradas pelo Estado, além de iniciativas como as ajudas diretas aos idosos e aos estudantes. O presidente já viajou várias vezes para diferentes ponto...

EFE |

A decisão do Podemos no Senado provocou a rejeição de alguns de seus membros e de outros grupos de oposição a Morales, especialmente entre os dirigentes de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, que entendem o pleito como um freio a seus processos autônomos, considerados ilegais e separatistas pelo Governo.

"Para mim e para um setor da bancada (grupo parlamentar) de Podemos o diálogo e o grande pacto nacional é incompatível com o processo do plebiscito revogatório", disse o senador do Podemos Roberto Ruiz, que afirma que o cenário de aproximação deve ser o Congresso.

José Antonio Aruquipa, também membro do Podemos, disse à Agência Efe que a postura institucional de seu partido é clara no sentido que o revogatório permite que se enfrente "o projeto e o regime totalitário do MAS em defesa da democracia".

O Podemos realizará hoje um debate interno sobre a situação e seu principal dirigente, o ex-presidente Jorge Quiroga, dará uma posição a respeito. EFE ja/rr/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG