O presidente de esquerda da Bolívia Evo Morales enfrenta, nesta quinta-feira, uma crescente onda de protestos sociais que ameaça enfraquecê-lo politicamente para o referendo revogatório do próximo dia 10 de agosto. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/07/31/possibilidade_de_impugnar_referendo_na_bolivia_e_descartada_1485650.htmlPossibilidade de impugnar referendo na Bolívia é descartada

EFE
        Manifestante assiste de cima protesto da Central Operária Boliviana em La Paz

Trabalhadores de minas privadas, coluna vertebral dos protestos trabalhistas no paíls, se encontram em La Paz convocados pela Central Operária Boliviana (COB) que exige que o governo aprove uma nova lei de pensões, apesar da administração argumentar que isso provocaria um déficit fiscal.

Um protesto de mineiros e professores paralisou na quarta-feira a capital, com passeatas e a tentativa de ocupação de um prédio público.

Os manifestantes exigem do governo do presidente Evo Morales a modificação da lei de aposentadorias.

Milhares de pessoas convocadas pela COB ocuparam as principais ruas e avenidas de La Paz, após a rejeição do governo a uma proposta para melhorar o sistema de aposentadorias.

Dezenas de mineiros explodiram bananas de dinamite na zona sul da capital, enquanto a polícia se mobilizava para conter os manifestantes.

A multidão tentou entrar à força no Palácio das Comunicações, um prédio de 23 andares no coração de La Paz, que abriga os principais ministérios e agências públicas da área econômica, mas foi contida pela polícia.

Os mineiros recuaram temporariamente, mas anunciaram que retomarão seus protestos de ruas junto a trabalhadores de outros setores.

Os sindicatos também realizam passeatas nas cidades de Cochabamba (centro) e Sucre (sudeste), que as isolaram do resto do país através de interrupção do trânsito das estradas, segundo mostram imagens do canal de tv privado ATB. Os protestos ameaçam se estender para Santa Cruz (leste) e Tarija (sul).

Morales atacou as manifestações sindicais, acusando-as de serem instrumentalizadas pela direita política e regional que resistem à sua política de governo estatal e indigenista.

O primeiro presidente indígena da Bolívia está envolvido em sua campanha para ser ratificado no cargo, no referendo de 10 de agosto, e pede a seus partidários que votem contra os sete governadores de oposição que querem bloquear sua política governamental nacionalista.


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