Evo Morales decreta expulsão da DEA

O presidente da Bolívia, Evo Morales, ordenou nesta terça-feira a saída da agência antidrogas norte-americana (DEA), anunciou o ministro boliviano das Relações Exteriores, David Choquehuanca.

AFP |

"O comunicado oficial no qual o presidente indica que a DEA deve deixar o país já foi entregue", declarou o chanceler em uma entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal La Razón.

Os funcionários da DEA têm "um prazo de três meses" para deixar a Bolívia, destacou Choquehuanca.

Sábado, Morales já decretara a suspensão das atividades da agência antidrogas americana, acusada de ter incentivado os tumultos de setembro passado nas cinco províncias separatistas da Bolívia, que deixaram 19 mortos.

"Nos últimos dias, nos últimos meses, a DEA teve uma participação política em uma conspiração contra o governo nacional", afirmara o dirigente boliviano.

Domingo, o ministro boliviano do Interior, Alfredo Rada, advertira que "já não há mais explicação nem justificativa para a presença dos agentes da DEA na Bolívia".

As acusações de conspiração contra o governo, de espionagem e de financiamento dos grupos violentos foram desmentidas por Washington, que as qualificou de "absurdas".

Morales mantém relações tensas com os Estados Unidos. Em setembro, ele expulsou o embaixador norte-americano da Bolívia, sob a acusação de apoiar a oposição.

O presidente americano, George W. Bush, sugeriu recentemente suspender as tarifas aduaneiras preferenciais concedidas ao país andino, criticando a falta de empenho do governo boliviano na luta contra o tráfico de drogas.

A Bolívia é o terceiro produtor mundial de cocaína, depois da Colômbia e do Peru.

jac/yw

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