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Evo Morales: asilo a ex-ministro no Peru é provocação aberta à Bolívia

O presidente Evo Morales afirmou nesta segunda-feira que o asilo concedido pelo Peru a um ex-ministro boliviano acusado de crimes contra a humanidade pela morte de 60 civis em uma rebelião popular, em outubro de 2003, representa uma provocação aberta à Bolívia.

AFP |

"O que o presidente Alan García está fazendo é muito grave" porque "não reconhece normas internacionais sobre asilo e refúgio (..), não respeita o povo boliviano e, o que mais me preocupa, não está respeitando suas normas" internas, disse Morales a correspondentes da imprensa estrangeira.

Esta é uma "provocação aberta ao povo boliviano, provocação aberta ao governo nacional", por isso Lima deveria rever sua medida e "expulsar esses criminosos que fogem para o Peru", disse referindo-se a esse ex-ministro e a outros que buscam refúgio em Lima atualmente.

O novo incidente ocorre devido à decisão de Lima de conceder asilo a Jorge Torres, ex-ministro do ex-presidente liberal Gonzalo Sánchez de Lozada, que deixou o governo em outubro de 2003 após uma revolta popular, que terminou com a morte de pelo menos 60 civis e cerca de 500 feridos a tiros.

Sánchez de Lozada foi acusado na Suprema Corte de Justiça pelos crimes de "massacre sangrento" e peculato, junto com onze de seus ex-ministros, entre eles o social-democrata Jorge Torres Obleas.

Os acusados deverão comparecer à Suprema Corte de Justiça, a partir desta quarta-feira, na cidade de Sucre.

O chanceler peruano, José Antonio García Belaunde, confirmou na sexta-feira passada que "o governo peruano concedeu asilo a um ex-ministro do governo de Gonzalo Sánchez de Lozada e dois outros ex-ministros solicitaram refúgio" e que estava avaliando os pedidos.

Segundo fontes diversas, além de Torres Obleas, haviam pedido asilo político no Peru o ex-ministro da Saúde Javier Torres Goitia e a ex-titular de Participação Popular Mirtha Quevedo.

Já Sánchez de Lozada abandonou o país logo após a sua renúncia, junto com seus ministros da Defesa, Carlos Sánchez Berzaín, e de Hidrocarbonetos, Jorge Berindoague.

jac/dm

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