Evo Morales agradece apoio da Unasul

O presidente boliviano, Evo Morales, agradeceu nesta segunda-feira o apoio unânime dado pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul), reunida de emergência em Santiago, e destacou que pela primeira vez os países da América Latina resolvem seus problemas por conta própria.

AFP |

Morales "agradeceu" a Unasul "especialmente pela posição firme de defender a democracia e a unidade do povo da Bolívia".

"Esperamos que os grupos opositores possam entender este manifesto da América do Sul (...) para que saibam que o governo e os movimentos sociais trabalham apenas pela igualdade dos bolivianos e bolivianas visando transformações profundas no social e cultural na democracia".

"Pela primeira vez na história latino-americana, os países da América do Sul decidem entre si resolver seus próprios problemas", destacou Morales após o encontro em Santiago.

Sobre a oposição que enfrenta em cinco dos nove departamentos bolivianos, Morales disse que "é importante ter opositores", mas uma "oposição com propostas e não com violência, como fazem alguns grupos".

A Unasul divulgou na noite de hoje a Declaração do Palácio de La Moneda, que manifesta "seu mais pleno e decidido apoio ao governo constitucional do presidente Evo Morales, cujo mandato foi ratificado por ampla maioria".

O documento destaca que os governos da região rejeitam energicamente e não reconhecerão qualquer situação que tente um golpe civil, a ruptura da ordem institucional ou comprometa a unidade territorial da República da Bolívia".

O documento é firmado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Tabaré Vázquez (Uruguai), Evo Morales (Bolívia), Cristina Kirchner (Argentina), Fernando Lugo (Paraguai), Alvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Hugo Chávez (Venezuela) e Bachelet, que exerce a presidência rotativa da Unasul.

pa/LR

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