Evo Morales adverte que a paciência com os opositores tem limites

La Paz, 11 set (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que seu Governo defenderá a democracia e a união nacional e não responderá com violência às provocações de seus opositores, mas disse que a paciência tem limites.

EFE |

Em um ato público na cidade de La Paz, Morales acusou seus opositores autonomistas de terem atitudes "terroristas", "criminosas" e "antipatrióticas" e de promoverem protestos em vários pontos do país com o objetivo, segundo disse, de provocar "decisões radicais" do Governo.

"Vamos agüentar companheiras e companheiros, mas também a paciência tem limites, de verdade", disse o líder boliviano.

Por sua parte, o ministro de Governo (Interior), Alfredo Rada, defendeu hoje a denúncia da "estratégia golpista" que, na sua opinião, está sendo realizada pelos dirigentes autonomistas com a tomada de instituições estatais e atentados contra as instalações energéticas do país.

A Bolívia vive pelo terceiro dia consecutivo uma onda de violentos protestos contra o Governo que começaram no departamento de Santa Cruz (leste) na terça-feira passada e se estenderam para Tarija (sul) ontem, quarta-feira.

O cenário da violência se transferiu hoje para a cidade de Cobija, capital do departamento de Pando, onde quatro pessoas morreram, indicam relatórios preliminares do Governo, em um confronto armado entre grupos opositores e partidários de Morales.

O governador do departamento (estado) de Pando, Leopoldo Fernández, disse hoje a uma TV que a situação em Cobija é "incontrolável".

Os opositores para Morales nas regiões de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca realizaram há mais de duas semanas um plano de medidas de pressão, que foi se agravando, para exigir ao Governo que lhes devolva receitas procedentes do Imposto Direto aos Hidrocarbonetos (IDH).

O Governo tirou dos departamentos esta receita para conceder uma ajuda direta aos maiores de 60 anos em todo o país.

Os governadores regionais e líderes cívicos destes departamentos também defendem o autogoverno de suas regiões e coincidem em rejeitar frontalmente a nova Constituição com a qual Morales pretende voltar a fundar o país. EFE sam/fal

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