O presidente boliviano, Evo Morales, acusou nesta quarta-feira de "grande defensora do império" a organização Human Rights Watch (HRW), que na terça-feira alertou que as garantias processuais dos ex-presidentes podem não ser respeitadas na Bolívia." /

O presidente boliviano, Evo Morales, acusou nesta quarta-feira de "grande defensora do império" a organização Human Rights Watch (HRW), que na terça-feira alertou que as garantias processuais dos ex-presidentes podem não ser respeitadas na Bolívia." /

Evo Morales acusa Human Rights Watch de 'defensora do império'

O presidente boliviano, Evo Morales, acusou nesta quarta-feira de "grande defensora do império" a organização Human Rights Watch (HRW), que na terça-feira alertou que as garantias processuais dos ex-presidentes podem não ser respeitadas na Bolívia.

AFP |

O presidente boliviano, Evo Morales, acusou nesta quarta-feira de "grande defensora do império" a organização Human Rights Watch (HRW), que na terça-feira alertou que as garantias processuais dos ex-presidentes podem não ser respeitadas na Bolívia.

HRW "é uma grande defensora do império americano", afirmou Morales a jornalistas, consultado sobre o informe que alertou sobre uma lei boliviana que violaria o direito de ex-presidentes ao devido processo.

A HRW informou na terça-feira estar preocupada com a possibilidade de que não sejam respeitadas as garantias processuais dos ex-presidentes na Bolívia, após a aprovação de uma lei anticorrupção que pode ser aplicada de modo retroativo.

Evo Morales disse que na Bolívia "não está sendo aprovada nenhuma lei contra nenhum presidente".

Morales, que costuma rotular seus antecessores de "vendedores da pátria" e "neoliberais", promulgou em março uma inédita Lei Anticorrupção, na qual os crimes são caracterizados como retroativos e imprescritíveis.

Isto significa que ações caracterizadas como crimes por essa lei e realizadas previamente a ela podem ser investigadas de agora em diante.

Os ex-presidentes direitistas Jorge Quiroga (2001-02), Carlos Mesa (2003-05) e Eduardo Rodríguez (2005), além do ex-vice-presidente Víctor Hugo Cárdenas (1989-93), afirmaram semanas atrás que a nova lei tem como objetivo julgá-los e prendê-los sem o devido processo.

jac/rb/ma

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