Evento de campanha de McCain é interrompido por protestos contra guerra no Iraque

O candidato republicano à Casa Branca John McCain precisou retomar quatro vezes seu discurso durante um evento organizado por uma associação de funcionários hispânicos em Washington, interrompido por protestos em inglês e espanhol contra a guerra no Iraque.

AFP |

"Esses homens e mulheres são meus irmãos e irmãs", dizia McCain, referindo-se aos soldados de origem hispânica que integram as forças armadas americanas.

Suas falas, no entanto, foram subitamente interrompidas - pela segunda vez - por uma mulher, que saiu da multidão chamando McCain de "criminoso de guerra".

Como senador, McCain votou a favor a invasão do Iraque em 2003.

"McCain = Guerra", dizia um cartaz carregado pela mulher, de aproximadamente 45 anos.

Ela foi retirada do salão onde acontecia o fórum da Associação Nacional de Funcionários Eleitos Hispânicos (Naleo, na sigla em inglês) em um hotel de Washington.

Entretanto, quando foi detida e parou de falar, outra mulher com um cartaz escrito "Criminoso de Guerra" começou a gritar: "Traga nossas tropas de volta para casa. Você tem o poder para fazê-lo".

Visivelmente incomodado, o candidato continuou o discurso. Também deveria falar no evento o democrata Barack Obama, que disputará a presidência com McCain nas eleições de novembro.

Além de discursar, McCain respondeu perguntas sobre a guerra.

"A guerra no Iraque foi terrivelmente mal administrada. Adotamos esta nova estratégia e estamos ganhando", argumentava McCain, quando um homem que se fazia passar por jornalista surgiu entre os repórteres gritando: "O envio de reforços falhou, o envio de reforços falhou".

McCain foi interrompido pela primeira vez por uma mulher afirmando que o senador não representa o estado do Arizona (sul). Ela disse que o Arizona quer um candidato "pacifista".

mr/ap

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