Europeus resolvem unir esforços para não perder batalha científica

Genebra, 26 set (EFE) - A Europa deve coordenar seus esforços logísticos, orçamentários e programáticos de forma mais efetiva para não perder a batalha da ciência e da pesquisa diante de potências como os Estados Unidos e a China. Esta foi a posição defendida na comemoração do 40º aniversário da Sociedade Européia de Física (EPS, em inglês), realizada na Organização Européia de Pesquisa Nuclear (Cern), com a presença de seus diretores e do comissário europeu para Educação, Cultura e Juventude, Jan Figel. O presidente da EPS, Friedrich Wagner, disse que a Europa é muito regulada, tapada pela burocracia e pelas barreiras nacionais, além de não ser suficientemente coordenada e muito disseminada. Wagner afirmou que a Europa deve se unir de forma efetiva, caso contrário perderá a corrida para os Estados Unidos. O presidente da EPS usou um exemplo esportivo para demonstrar as vantagens de uma união: Nos Jogos Olímpicos de Pequim, a China ganhou 56 medalhas e os Estados Unidos conquistaram 36, disse. A Alemanha ganhou cinco, o Reino Unido, quatro, mas juntos os 27 países-membros da União Européia (UE) ganharam 87 medalhas. Isto demonstra a força que se tem caso os países se mantenham juntos e unidos, acrescentou.

EFE |

Segundo Wagner, um dos principais fenômenos que demonstram a fraqueza européia é a constante "fuga de cérebros" que ocorre no Velho Continente.

Opinião parecida expressou o comissário europeu, que ressaltou a necessidade de estabelecer "a conexão entre educação, pesquisa e conhecimento para evitar a fuga de cérebros".

Figel explicou que, para lutar contra a atual realidade de descoordenação, a UE havia estabelecido o Instituto Europeu de Inovação e a Tecnologia "para conseguir uma real colaboração entre faculdades, centros de pesquisa e negócios". EFE mh/fh/db

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