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Europeus dão resposta progressiva ao Irã

Os países da União Europeia (UE) decidiram nesta sexta-feira convocar todos os seus embaixadores no Irã para protestar contra a atitude do país para com a Grã-Bretanha e estudam medidas suplementares, mas sem cortar o diálogo com Teerã, para não comprometer a retomada das negociações sobre a questão nuclear.

AFP |

A decisão foi tomada durante uma reunião de embaixadores dos 27 países da UE em Bruxelas.

"É importante" que os países da UE "expressem sua solidariedade" para com os britânicos e "se mostrem numa frente unida" contra o Irã, declarou em Estocolmo o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, cujo país exerce atualmente a presidência rotativa do bloco, depois de uma reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Os funcionários locais da embaixada britânica em Teerã são acusados pelo Irã de terem participado de manifestações e fomentado tumultos depois da contestada reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em 12 de junho.

Sete das nove pessoas detidas já foram libertadas. No entanto, o chefe da máxima instância eleitoral do Irã, Ahmad Jannati, destacou que alguns deles serão levados ante a justiça.

O ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, se declarou nesta sexta-feira "muito preocupado" e pediu "esclarecimentos urgentes".

O ministério alemão das Relações Exteriores anunciou por sua vez ter convocado o embaixador do Irã para lhe dizer que "se a situação atual não mudar, as relações entre a UE e o Irã ficarão abaladas".

Por ora, "o importante é ter uma resposta progressiva" da Europa, ressaltou um diplomata europeu.

Contudo, se os funcionários da embaixada britânica não forem libertados na próxima semana, a UE deverá elevar o tom e adotar medidas mais drásticas. "Todas as opções estão sobre a mesa", frisou uma fonte da presidência sueca da UE.

Restrições na concessão de vistos a dignitários iranianos e convocações temporárias dos embaixadores da UE no Irã estão sendo estudadas, mas esta última medida, considerada mais radical, não vem suscitando entusiasmo.

Já as restrições de vistos "são sem dúvida uma possibilidade", afirmou um diplomata.

Os presidentes de Belarus, Alexander Lukashenko, e do Zimbábue, Robert Mugabe, já tiveram seus vistos proibidos pela UE.

Os europeus querem avançar progressivamente para evitar comprometer a retomada das negociações sobre o programa nuclear de Teerã.

"O regime está adotando uma posição mais rígida, afastando a possibilidade de um retorno ao diálogo. Por enquanto, o governo iraniano não está indo na direção certa", lamentou um diplomata da UE.

Quarta-feira, um dirigente militar iraniano afirmou que a Europa já não está mais habilitada a participar das negociações sobre o caso nuclear devido a sua "ingerência" nos assuntos internos do país.

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