As tradicionais manifestações do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, reuniram neste sábado milhares de pessoas, em todo o mundo, e foram marcadas na Europa pelo fantasma da crise financeira." /

As tradicionais manifestações do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, reuniram neste sábado milhares de pessoas, em todo o mundo, e foram marcadas na Europa pelo fantasma da crise financeira." /

Europa festeja 1º de Maio sob espectro da crise

As tradicionais manifestações do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, reuniram neste sábado milhares de pessoas, em todo o mundo, e foram marcadas na Europa pelo fantasma da crise financeira.

AFP |

As tradicionais manifestações do 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, reuniram neste sábado milhares de pessoas, em todo o mundo, e foram marcadas na Europa pelo fantasma da crise financeira.

Na Grécia, ocorreram violentos choques entre manifestantes e a polícia em Atenas e em Tessalônica, na véspera do anúncio de um acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional que imporá ao país um tratamento de austeridade para superar a crise.

"Nenhum sacrifício; a plutocracia deve pagar pela crise", dizia uma faixa da frente sindical comunista (Pame), que reuniu milhares de militantes, em meio a bandeirolas e bolas de gás vermelhas, na praça Sintagma, no centro da capital.

Confrontos entre manifestantes e policiais, que usaram gás lacrimogêneo, foram registrados na capital grega no momento em que uma passeata passava diante do ministério das Finanças.

Durante a tarde, um grupo de manifestantes se entrincheirou na sede da Escola Politécnica de Atenas, enquanto que, no mesmo bairro, outro grupo atirava objetos contra as forças de segurança para impedir que avançassem.

Em Tessalônica, norte da Grécia, a polícia também recorreu a granadas de gás lacrimogêneo para dispersar grupos de jovens ativistas que apedrejavam bancos e lojas da cidade.

Duzentos e cinquenta manifestantes destruíram dois caixas eletrônicos, a vitrine de uma loja de artigos eletrônicos e um carro de luxo, segundo a polícia.

Cinco mil pessoas participaram da passeata na cidade.

Na Espanha, milhares de pessoas foram às ruas de Madri, no momento em que o governo adota políticas de austeridade para reduzir seu déficit fiscal.

Segundo os organizadores do protesto, cerca de 60 mil pessoas participaram da passeata na capital espanhola, mas para a polícia, foram apenas 16 mil.

Na sexta-feira, a taxa de desemprego superou oficialmente os 20% na Espanha, afetando 4,6 milhões de pessoas. O governo iniciou uma política de austeridade para reduzir os déficits públicos, o que implica em aumento de impostos, além de estudar uma reforma do sistema previdenciário, planejando a mudança da idade legal para aposentadoria.

Em Portugal, outro país ameaçado pela crise financeira, milhares de pessoas foram às ruas de Lisboa para exigir melhores salários, apesar das medidas de austeridade que se anunciam.

Na França, os sindicatos aproveitaram o 1º de Maio para protestar contra a reforma no sistema de aposentadorias e pensões, e rejeitar a adoção de planos de austeridade como os da Grécia.

Em Paris, 45.000 foram às ruas, segundo os sindicatos, e 21.000 segundo a polícia, manifestando-se entre a praça da República e a 'Opéra'. Em toda a França, os manifestantes somavam 350.000, segundo a CGT.

Na Turquia, milhares de manifestantes se reuniram na Praça Taksim de Istambul, pela primeira vez em 33 anos, desde que desconhecidos abriram fogo contra a multidão, no 1º de maio de 1977, matando 34 pessoas.

Em Viena, 100 mil pessoas participaram da tradicional manifestação que ocorre a cada ano diante da sede da prefeitura.

Na Suíça, várias pessoas foram detidas durante confrontos entre a polícia e manifestantes à margem da passeata do 1º de Maio em Zurique, no norte do país.

Na Itália, a manifestação sindical organizada em Rosarno (Calábria) foi marcada por um ambiente festivo, contrastando com os violentos confrontos ocorridos em janeiro entre trabalhadores temporários estrangeiros e a população local.

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