Europa encontra dificuldades para adotar plano de retomada econômica

O plano de retomada econômica europeu contra a recessão está tropeçando nas dificuldades de consenso: a meta dos 200 bilhões de euros fixados em Bruxelas vem gerando ressalvas e debates sobre a repartição do esforço entre os países-membros.

AFP |

Os ministros das Finanças da União Européia se encontram reunidos para discutir as propostas feitas semana passada pela Comissão Européia para enfrentar a recessão econômica que ganhou o continente.

Mas a partir de segunda-feira à noite, o chefe dos ministros das Finanças da zona euro, Jean-Claude Juncker, tomou distância do objetivo quantitativo de Bruxelas: 200 bilhões de euros, dos quais 170 bilhões concedidos pelos governos e o restante pelos fundos europeus.

"Eu não enfatizaria muito este valor, o importante é a direção, e que todos concordem em fazer um esforço importante", declarou à imprensa.

A França, que presidente a UE, submeteu aos ministros das Finanças da UE um texto com o essencial das propostas do executivo europeu e evocando uma ordem de grandeza de 1,5% do Produto Interno Bruto europeu para as medidas acumuladas de retomada. O que equivale a 200 bilhões de euros aproximadamente.

Mas ela continua prudente sobre a capacidade da Europa de atingir este nível no final das contas.

"Existe um debate que é, como mediremos este 1,5% de contribuição?", declarou uma fonte francesa, sabendo que "os esforços que serão feitos por cada um dos Estados serão diferentes".

"Só poderemos ter uma visão consolidada depois", acrescentou. "Alguns Estados não poderão seguir esta linha fixada pela Comissão, principalmente os Estados baltas ou a Hungria, que acaba de atravessar fortes turbulências financeiras", continuou.

Bruxelas tentou, em suas propostas, ventilar as contribuições individuais dos Estados para chegar a 200 bilhões de euros.

Os países mais ricos devem contribuir mais que os outros, em particular os da Europa do leste que entraram na União Européia em 2004?

A Alemanha, sob pressão de seus parceiros para contribuir mais porque é a primeira economia européia e tem mais margens de manobra orçamentária, se recusou.

Alguns países da Europa do leste, como a Polônia ou a República tcheca, se recusam por sua vez a deixarem correr os déficits para impulsionar a atividade, no momento em que tentam se qualificar para a adesão ao euro, que supõe um estrito controle de seus gastos públicos.

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