Eurolat começa com pedidos de integração e polêmica em relação ao MRTA

Álvaro Mellizo Lima, 29 abr (EFE).- A 2ª Sessão Plenária Ordinária da Assembléia Parlamentar Euro-Latino-Americana (Eurolat) começou hoje em Lima buscando a integração e o melhor tratamento dos imigrantes, porém foi marcada por fortes pressões para que o Parlamento Europeu ratifique sua decisão de não incluir o Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA) na lista de grupos terroristas.

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Durante a inauguração, os 120 deputados convocados escutaram a solicitação do presidente do Congresso peruano, Luis Gonzalez Posada, para que a Eurocâmara inclua o MRTA em sua "lista negra".

Gonzalez Posada disse que a decisão do Parlamento Europeu (PE) adotada no dia 24 de abril "será inteligente e solidariamente revertida quando os parlamentares contarem com uma informação completa, apropriada, fidedigna sobre o impacto e a abrangência do terrorismo no Peru".

O eurodeputado espanhol e co-presidente da Eurolat, Ignacio Salafranca, respondeu que "em nenhum momento o PE quis dar as costas a um país parceiro e amigo em um tema tão sensível", e considerou a reunião parlamentar de Lima como "uma excelente ocasião para começar contatos sobre temas vinculados ao terrorismo".

Durante seu discurso, Salafranca classificou a Eurolat como "uma assembléia com voz própria e que apóia sem reservas o combate da pobreza, da exclusão social e da desigualdade, assim como a preservação do meio ambiente, e a luta contra a mudança climática".

Segundo o co-presidente da Eurolat, o desafio do fórum é "demonstrar que a cooperação entre Estados através de organizações multilaterais fortes é uma fórmula adequada para garantir a paz e a segurança".

Para o presidente do Parlamento Latino-americano (Parlatino), o chileno Jorge Pizarro, a Eurolat procura "concretizar propostas dos chefes de Estado da Europa e da América Latina", que se reunirão em Lima no dia 16 de maio durante a sua quinta Cúpula, que "permitam avançar rumo a um maior desenvolvimento e uma maior democracia".

Pizarro manifestou que a imigração está entre os temas prioritários, "muito ligada à situação de pobreza e exclusão" vivida pela América Latina.

Por isso, solicitou "um respeito mínimo, uma garantia dos direitos elementares dos emigrantes" e também que lhes confira a possibilidade de legalizar seus papéis na Europa.

A presidente do Parlamento Andino, Ivonne Baki, se referiu, em seu discurso, ao conflito fronteiriço entre Equador e Colômbia como uma situação prejudicial para um continente que necessita de "paz para atuar, discordar e crescer".

"Precisamente, foram os mecanismos de prevenção respaldados pela comunidade internacional e as medidas de confiança" geradas que evitaram um recrudescimento da crise, destacou Baki.

A II Sessão Plenária Ordinária da Eurolat, que será prolongada até quinta-feira, reúne 60 representantes do Parlamento Europeu e 60 membros do Parlamento Latino-americano, Andino e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Seu propósito é debater sobre acordos comerciais, migração, luta contra a pobreza e proteção do meio ambiente, como uma preparação para quinta Cúpula de chefes de Estado e Governo da América Latina - Caribe e União Européia (ALC-EU) que ocorrerá também em Lima de 15 a 17 de maio.

Além disso, os parlamentares se reunirão em diferentes comissões com a finalidade de redigir um texto que apresentarão aos líderes dos dois continentes como uma representação da vontade política representativa dos povos.

A Eurolat nasceu em novembro de 2006 e celebrou a I Reunião Ordinária Plenária em dezembro de 2007 em Bruxelas.

Este segundo plenário servirá para consolidar a instituição e, sobretudo, preparar o caminho para a cúpula de maio, que será assistida por 50 líderes dos dois continentes. EFE amr/bm/plc

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