Eurodeputado espanhol expulso da Venezuela afirma que não lamenta nada

O eurodeputado espanhol expulso na sexta-feira da Venezuela, depois de ter chamado o presidente Hugo Chávez de ditador e de criticar o órgão eleitoral, afirmou neste domingo ao desembarcar em Madri que não lamenta absolutamente nada do que disse em Caracas.

AFP |

Luis Herrero, deputado do Partido Popular (PP, direita que integra o bloco do Partido Popular Europeu (PPE), afirmou à imprensa que não vai retirar nem uma vírgula do que disse na Venezuela.

Herrero, que havia sido convidado a Caracas pelo partido de oposição Copei para acompanhar o referendo deste domingo, foi expulso na sexta-feira da Venezuela após críticas a Chávez e ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Herrero havia pedido aos venezuelanos "votar em liberdade e que jamais votem deixando-se levar pelo medo que premeditadamente um ditador está tentando impor".

No referendo, os venezuelanos devem aprovar ou rejeitar uma emenda constitucional que permitira a reeleição sem limites do presidente e demais cargos majoritários.

"Chávez é uma pessoa que não entende as regras da democracia", afirmou Herrero em Madri.

O governo espanhol protestou sábado ao embaixador venezuelano em Madri, Alfredo Toro Hardy.

"Seis gorilas me levaram aos empurrões para dentro de um carro branco sem nenhuma explicação", disse Herrero.

Antes de voltar a Madri, o espanhol teve que viajar para São Paulo e aguardar por voo.

Herrero explicou que foi levado diretamente de carro para a pista do aeroporto, perto de um avião da companhia aérea brasileira Varig, sem ter ideia do destino.

Como não tinha o passaporte com ele, teve que esperar uma hora na pista até que uma pessoa chegasse com o documento.

vg/fp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG