Eurocâmara quer combater pirataria em águas territoriais do Áden

Estrasburgo (França), 23 out (EFE).- O Parlamento Europeu reivindicou hoje que o direito de lutar contra a pirataria por mar e ar se estenda às águas territoriais dos países litorâneos do Golfo de Áden, sempre que estes o consintam.

EFE |

A Eurocâmara aprovou uma resolução na qual solicita uma "clara distinção" e "coordenação" entre a missão de segurança e defesa da União Européia, a operação americana "Liberdade Duradoura" e os navios russos que também vão colaborar na luta contra pirataria nas imediações da Somália.

Além disso, pede a que a operação européia "evite qualquer participação no atual conflito que se desenvolve na Somália", imersa no caos político e em mãos de um grupo de líderes tribais conhecidos como "senhores da guerra", que dividiram o país em zonas que controlam com a ajuda de milícias armadas.

As três missões atribuídas à Célula de Coordenação européia são proteger os navios do Programa Alimentício Mundial, defender os interesses europeus no Golfo de Áden e garantir a segurança dos navios de pesca comunitários que trabalham nessas águas Por sua parte, a eurodeputada socialista espanhola Rosa Miguélez incitou os colegas europeus a "trabalhar ativamente para conseguir o mais rápido possível uma nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

A atual, sobre a qual se baseia a operação naval européia para proteger às embarcações no Índico (EUA Navco), expira em 2 de dezembro.

"Os pescadores comunitários foram e são um dos principais alvos dos piratas e nós, eurodeputados, assinalamos novamente a urgência de desenvolver um mecanismo de coordenação da assistência mútua que permita fazer frente a este tipo de crime", afirma em comunicado.

"Reivindicamos, além disso, diretrizes claras para deter e processar os piratas capturados, que devem pagar por seus crimes", declarou a vice-presidente da comissão de Pesca da Eurocâmara.

Desde janeiro de 2008, cerca de 60 embarcações caíram nas mãos das bandas de piratas somalis, que mantêm em seu poder pelo menos 12 navios, com aproximadamente 100 tripulantes.

A costa somali, com mais de 3.300 quilômetros, e especialmente a zona do golfo de Áden, entre a Somália e o Iêmen, transformou-se em refúgio seguro para os piratas e uma das áreas mais inseguras do mundo para o transporte marítimo internacional. EFE met/jp

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