Euro está em momento mais difícil desde sua criação, diz Merkel

BERLIM - O projeto de moeda única europeia está enfrentando o período mais duro desde sua criação há uma década e é essencial que a Grécia combata as raízes de seus problemas para que a confiança seja restaurada, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel. Em entrevista ao canal público de televisão ARD, neste domingo, Merkel afirmou que nenhuma decisão foi tomada sobre fornecimento de ajuda financeira à Grécia, que está sob intensa pressão para reduzir montanha de dívidas e déficit.

Reuters |

"O euro está, certamente, na fase mais difícil desde que foi criado", afirmou Merkel à ARD.

"E é por isso que é tão importante que nós tenhamos consciência do fato de que, por um lado, é nossa moeda comum, mas por outro lado temos a necessidade de realmente combater as causas dos problemas em suas origens", acrescentou a chanceler.

"E as origens são os altos déficits da Grécia e a perda da credibilidade. É por isso que estou muito grata pelo governo grego estar planejando medidas de economia muito corajosas e outras ações para melhorar a situação do déficit."

Merkel negou informações da imprensa de que o governo alemão está silenciosamente reservando provisões no orçamento de 2010 para uma possível ajuda à Grécia.

"Isso definitivamente não é o caso. Temos um tratado que não inclui qualquer provisão para ajudar Estados. Podemos ajudar de forma melhor a Grécia no momento deixando claro que a Grécia tem que fazer sua lição de casa, como está fazendo."

Ela afirmou que a Comissão Europeia está monitorando a Grécia para ter certeza de que o país tomou as medidas necessárias e que nenhuma decisão sobre ajuda ao país foi aprovada.

"Não houve absolutamente nenhuma decisão. Eu quero deixar isso bem claro", disse Merkel. "A Grécia tem que fazer o que for necessário para a Grécia e isso é importante também para todos nós."

Merkel repetiu sua posição de que a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional precisam aprovar as medidas da Grécia.

"Eu também tenho dito que é preciso haver garantias agora de que a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, estejam convencidos de que o programa de economias da Grécia está organizado para que os problemas sejam realmente resolvidos", disse Merkel.

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