EUA voltam a ter embaixador na Síria

Embaixador Robert Ford tem experiência no mundo árabe; a Casa Branca quer o fim do apoio sírio ao Hizbollah

BBC Brasil |

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O embaixador americano Robert Ford chegou neste domingo à Síria, para ocupar um posto vago há quase seis anos. Os Estados Unidos haviam retirado seu representante diplomático de Damasco após o assassinato do premiê libanês Rafik Hariri, em fevereiro de 2005 - ataque que foi atribuído à Síria, que negou qualquer conexão com o crime.

O retorno do embaixador americano ao território sírio ocorre em meio a novas tensões no vizinho Líbano, onde o governo entrou em colapso na semana passada.

Apesar de alegações americanas de que o Estado sírio seja "patrocinador de terrorismo" - por elo com os grupos palestino Hamas e libanês Hizbollah - e de sanções impostas à Síria, autoridades dos EUA argumentam que a volta de um embaixador a Damasco pode ajudar a persuadir o país a mudar suas políticas em temas envolvendo Líbano, Israel e Iraque.

Ford tem extensa experiência diplomática no mundo árabe e já serviu como embaixador na Algéria e como vice-chefe da missão diplomática americana em Bagdá. Sua ida a Damasco não deve ser vista como uma "recompensa" ao governo sírio, disse um porta-voz do Departamento de Estado americano em 7 de janeiro.

Objetivos americanos

A Casa Branca quer o fim do apoio sírio ao Hizbollah, grupo que, com aliados, abandonou o governo libanês na última semana, levando-o ao colapso. O estopim da crise foram desavenças em torno do tribunal estabelecido pela ONU para investigar o assassinato de Hariri. É possível que o tribunal indicie membros do Hizbollah pelo crime, o que deve provocar reações por parte do grupo xiita.

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