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EUA vigiará de perto manobras militares russo-venezuelanas

O departamento de Estado americano anunciou nesta segunda-feira que vigiará de perto as manobras conjuntas de navios russos e venezuelanos, mas negou que estes exercícios militares possam afetar a influência dos Estados Unidos na região.

AFP |

"Não acho que exista qualquer dúvida sobre quem a região segue em termos políticos, econômicos e diplomáticos, assim como no que diz respeito ao poder militar", declarou a jornalistas o porta-voz do departamento de Estado, Sean McCormack.

"Vamos acompanhar (essas manobras) de perto. Contudo, não acho que alguns barcos russos e venezuelanos no Caribe possam constituir um motivo de preocupação para quem quer que seja", desdenhou.

"Se os venezuelanos e os russos querem realizar exercícios militares conjuntos, nós não temos nenhum problema com isso, mas vamos acompanhar a situação de perto", avisou McCormack.

Segundo fontes venezuelanas, a frota russa, formada pelo cruzador de propulsão nuclear 'Pedro o Grande', o destróier 'Almirante Chebanenko' e navios de escolta, deve chegar ao país na noite de terça-feira ou na madrugada do dia seguinte.

As manobras coincidem com a visita à Venezuela do presidente russo, Dmitri Medvedev, cuja chegada está prevista para quarta-feira. Antes disso, Medvedev deve se encontrar amanhã (terça-feira) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Rio de Janeiro.

Questionado sobre se os Estados Unidos consideram estes exercícios militares como uma provocação, McCormack respondeu: "Não sei se a intenção foi provocar, mas não vemos as coisas desta forma".

Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, destacou por sua vez que a Rússia "tem o direito de realizar manobras militares com quem quiser".

"Todas as nações fazem manobras militares conjuntas. A Rússia tem o direito de realizar manobras militares com quem quiser", afirmou.

Para McCormack, estes exercícios militares "constituem um contraste com a recente cúpula econômica da Apec, em Lima, onde foram debatidas ações concretas para enfrentar a crise econômica". "Acho que isso (a situação econômica) é o que interessa realmente às pessoas", comentou.

O porta-voz americano se referia à cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec) realizada no fim de semana em Lima.

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