EUA vêem Al Qaeda como maior ameaça terrorista ao país

Por Paul Eckert WASHINGTON (Reuters) - Quase sete anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a Al Qaeda continua sendo a maior ameaça terrorista aos Estados Unidos e seus aliados, disse o Departamento de Estado em um relatório anual de 312 páginas divulgado na quarta-feira.

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O levantamento de tendências e incidentes terroristas em 2007 diz que a Al Qaeda usa áreas tribais do Paquistão para reconstruir sua liderança e substituir combatentes capturados ou mortos. Além disso, forjou alianças regionais com militantes da África.

De acordo com o relatório, a Al Qaeda 'utiliza o terrorismo, bem como a subversão, a propaganda e a guerra aberta; ela busca armas de destruição em massa a fim de infligir o máximo dano possível sobre quem quer que atravesse seu caminho, inclusive muçulmanos e/ou idosos, mulheres e crianças'.

Houve uma ligeira redução global no número de atentados terroristas em 2007 em relação ao ano anterior, de 14.570 para 14.499. O número de vitimas fatais, porém, subiu de 20.872 para 22.685, segundo o Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA.

Os ataques reivindicados pela Al Qaeda mataram ou feriram 5.400 civis, sendo 2.400 crianças, e os muçulmanos foram mais de 50 por cento das vítimas do grupo de Osama bin Laden, segundo os dados do Centro.

No Iraque, o número de incidentes caiu de 6.628 em 2006 para 6.212 em 2007. Mas o país continua sofrendo 45 por cento de todos os atentados e 60 por cento de todas as vítimas fatais do terrorismo no mundo.

No Afeganistão, sempre segundo dados do relatório, o número de atentados subiu de 969 para 1.127 em um ano. No Paquistão, o aumento foi de quase cem por cento.

Dell Dailey, coordenador do Escritório de Contraterrorismo do Departamento de Estado, disse que a Al Qaeda está 'mais fraca agora do que estava' quando cometeu os ataques do 11 de Setembro, que isso seria em parte resultado das ações armadas dos EUA.

A lista de países acusados de patrocinar o terrorismo -- Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão e Síria -- continua a mesma, embora muitos no governo cogitem a retirada de Pyongyang da lista.

De acordo com Dailey, o caso mais grave é do Irã, por supostamente ajudar grupos militantes nos territórios palestinos, no Líbano, no Iraque e no Afeganistão.

O funcionário disse ainda que a Venezuela de Hugo Chávez não colabora satisfatoriamente com os esforços antiterror dos EUA.

O relatório afirma que Chávez 'aprofundou as relações com Irã e Cuba, Estados patrocinadores do terrorismo' e demonstra simpatia pela guerrilha colombiana Farc.

(Reportagem de Paul Eckert)

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