EUA vão receber órfãos haitianos após terremoto

Washington - A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, anunciou hoje uma política humanitária que permitirá a chegada de órfãos haitianos para sua adoção nos Estados Unidos de maneira temporária.

EFE |

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  • Um comunicado do Departamento de Segurança Nacional assinalou que a política será aplicada em coordenação com o Departamento de Estado.

    "Estamos comprometidos a fazer tudo o que for possível para ajudar a reunir famílias no Haiti durante este momento tão difícil", assinalou Napolitano.

    Acrescentou que "embora sigamos concentrados na reunificação familiar no Haiti, a autorização desta permissão humanitária concedida a órfãos que podem ser adotados nos EUA permitirá receber o cuidado que necessitam".

    A permissão humanitária pode ser outorgada pela Secretaria de Segurança Nacional para trazer ao país pessoas que, em situações normais, poderiam ser consideradas inadmissíveis.

    Segundo o anúncio de Napolitano, a permissão humanitária será concedida após avaliações individuais de crianças confirmadas como órfãs que sejam adotadas por americanos.

    Também beneficiará crianças que tenham sido identificadas como "adotáveis" e que tenham sua adoção cogitada por parte de pais americanos.

    Na semana passada, Napolitano anunciou que, por conta da devastação do terremoto da semana passada, Washington encerraria as deportações de haitianos ilegais, a quem seria concedido um Status de Proteção Especial (TPS, na sigla em inglês).

    O status permitirá que vivam e trabalhem nos Estados Unidos durante os próximos 18 meses, contados a partir do dia do terremoto, 12 de janeiro.

    O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

    O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

    A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

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