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EUA vão criar mais muros virtuais na fronteira

WASHINGTON - As autoridades dos EUA anunciaram nesta segunda-feira a instalação de mais barreiras nas fronteiras do país e de regras mais rígidas contra o emprego de imigrantes ilegais sob contratos federais, mas admitiram que o controle total da imigração ainda vai levar três anos.

Reuters |

Lidando com um tema importante neste ano eleitoral, o governo Bush divulgou avanços no controle das fronteiras, mas afirmou que seria preciso uma reformulação das políticas públicas para garantir uma presença satisfatória de imigrantes altamente qualificados (para empregos técnicos) ou sem qualificação (para funções agrícolas).

'Simplesmente não temos trabalhadores estrangeiros suficientes nas pontas do espectro', disse o secretário de Comércio, Carlos Gutierrez, em entrevista coletiva ao lado do secretário de Segurança Doméstica, Michael Chertoff.

O governo tentou sem sucesso em 2007 aprovar uma nova política migratória, que combinaria mais repressão aos clandestinos com um programa de 'trabalhadores convidados.'

Os EUA acabaram adotando medidas diversas e desvinculadas, entre as quais a construção de 1.070 quilômetros de barreiras ao longo dos 3.200 quilômetros de fronteira com o México.

Chertoff disse que o governo vai conceder à Boeing os contratos para construírem dois trechos de cerca tecnológica no Arizona, que seriam uma 'configuração operacional' de uma polêmica 'cerca virtual' de 45 quilômetros já testada pela Boeing.

A obra inclui torres fixas, radares, sensores em terra, câmeras por controle remoto e softwares ligando os agentes de fronteira. Há planos para instalar alguns ou todos esses elementos em outros pontos da fronteira.

Chertoff negou os relatos de que haveria problemas (de vídeo, comunicação e informática) no trecho para testes, cuja conclusão foi adiada durante meses.

Alguns democratas acusam o governo Bush de retardar a concessão de documentos para que estrangeiros se tornem eleitores até a votação de 4 de novembro.

Mas o FBI e as autoridades migratórias disseram que há avanços no cadastramento. Eles projetam que até o final de novembro o número de estrangeiros à espera de verificação de seus prontuários caia de 50 mil (número de março) para 20 mil.

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