EUA usarão outro aeroporto na República Dominicana para levar ajuda ao Haiti

Washington, 21 jan (EFE).- O Exército americano usará um segundo aeroporto na República Dominicana para transportar e distribuir ajuda humanitária ao Haiti, informou hoje o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Douglas Fraser.

EFE |

O Aeroporto Internacional María Montez, situado na região de Barahonda, se somará aos três aeroportos nos quais o Exército americano opera para levar ajuda ao Haiti.

A República Dominicana já tinha posto à disposição outra pista em San Isidro para aliviar a pressão sobre o aeroporto da capital haitiana, Porto Príncipe.

Este aeroporto tem capacidade para receber entre 120 e 140 aviões ao dia, disse Fraser. No entanto, a limitação de sua infraestrutura faz com que milhares de aviões continuem esperando para pousar.

"Devido à grande magnitude da assistência necessária, temos uma lista de mais de 1.400 voos esperando para poder entrar neste aeroporto tão pequeno", explicou o general, em entrevista coletiva por teleconferência no Haiti.

Nesta semana, entrou em operação outro aeroporto na cidade haitiana de Jacmel, a partir do qual se distribui ajuda às províncias do sul do Haiti.

O Comando Sul estabeleceu uma força-tarefa conjunta coordenada pelo tenente-general Ken Keen da qual participam cerca de 12 mil militares que dão apoio no terreno e também a bordo dos navios que se deslocaram até a região.

Um deles, o navio-hospital "USNS Comfort" da Marinha dos EUA, que conta com mais de mil leitos hospitalares e 12 salas de cirurgia, chegou na quarta-feira com 600 médicos e enfermeiros a bordo.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado na quarta-feira que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE elv/bba

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