EUA, UE e ONU elaboram planos para 1 milhão de haitianos desabrigados

La Granja (Espanha), 17 fev (EFE).- A União Europeia (UE), os Estados Unidos e a ONU elaborarão entre hoje e amanhã os planos para dar abrigo urgentemente a mais de 1 milhão de haitianos desabrigados e dar eficácia máxima à coordenação da ajuda neste país, devastado pelo terremoto de 12 de janeiro.

EFE |

Soraya Rodríguez, secretária de Estado de Cooperação Internacional da Espanha, país que exerce a Presidência da União Europeia neste semestre, ressaltou hoje esse objetivo no início da reunião informal dos responsáveis de Desenvolvimento da UE realizada na cidade espanhola La Granja.

Além da ajuda ao Haiti, a reunião avaliará o cumprimento dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas e estudará como reduzir a evasão fiscal nos países em vias de desenvolvimento.

A reunião servirá para preparar a posição da União Europeia na próxima cúpula de países doadores ao Haiti, prevista para abril na sede da ONU em Nova York.

Segundo a secretária, a máxima prioridade no Haiti é dar abrigo a mais de 1 milhão de pessoas que ficaram sem casa e fazê-lo "adequadamente", em função da temporada de chuvas que está para vir no país caribenho.

Por isso, na reunião se tentará elaborar a maneira de executar os planos "o mais rápido possível" e definir a divisão das tarefas na atual fase de pós-emergência e na seguinte de reconstrução.

Outros temas que preocupam a União Europeia são a remoção dos escombros dos edifícios destruídos e os que ainda podem cair por causa das chuvas, além da saúde, a distribuição da ajuda humanitária e a atenção aos refugiados nas áreas rurais.

"Espero que amanhã seja um grande dia entre a União Europeia, os Estados Unidos e a ONU para abordar os grandes desafios", acrescentou a representante da Presidência da UE.

Nessa sessão participarão, além dos representantes europeus, o diretor da Agência Americana de Ajuda Internacional, Rajiv Shah, e o máximo representante da ONU no Haiti, Edmond Mulet, também a cargo da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (Minustah). EFE msr/sa

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