EUA trabalham em vacina contra gripe suína

Washington, 1 mai (EFE).- Autoridades americanas divulgarão nesta quinta-feira detalhes do plano para fabricar uma vacina contra a gripe suína, mas com a certeza de que não ficará pronta nos próximos meses e, portanto, sem poder ser usada para combater a atual epidemia.

EFE |

O diretor do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), Richard Besser, acredita que a epidemia atual poderá ser combatida com as medidas de prevenção e tratamento adotadas.

No entanto, advertiu recentemente que antes de desaparecer, o vírus se expandirá por todo o país, e deixará um "amplo espectro de casos, desde os mais suaves até os mais graves".

Segundo os últimos dados do CDC, 109 pessoas estão com a gripe suína nos Estados Unidos, em um total de 11 estados, mas no final da noite de ontem se somaram outros cinco casos em Nova Jersey que ainda não foram contabilizados por este organismo.

Seis dos contágios confirmados necessitaram hospitalização, incluindo a criança de 23 meses que morreu no Texas.

Besser se mostrou ontem confiante em que, pouco a pouco, a transmissão da doença cairá de ritmo, e "o veremos desaparecer com os esforços que iniciamos".

No entanto, a Administração americana iniciou o processo para desenvolver uma vacina, para caso seja necessário num futuro próximo.

Mas Besser explicou que ainda há muitas dúvidas em torno desta vacina.

"As perguntas são: quem a receberá, e quem vacinaremos? A resposta depende do que tenhamos aprendido do vírus e de como ele se transmite. É uma decisão mais social que científica. Certamente não podemos vacinar 300 milhões de pessoas", disse.

Enquanto se decide se será aplicada ou não, as autoridades sanitárias começaram a dar os passos necessários para poder produzi-la em quantidade suficiente.

O diretor do CDC disse que, até o momento, foi isolada a cepa padrão do vírus para ser cultivada, com objeto de acumular a quantidade necessária para que possa ser enviada às farmacêuticas.

"Mas ainda não enviamos nenhuma amostra aos fabricantes. Primeiro temos de fazer a semente da cepa crescer até um nível determinado, testá-la e ter certeza de que não sofreu qualquer mutação. Só aí será possível enviar aos fabricantes", indicou.

"Isto é o que planejamos. Mas a vacina não estará pronta antes da próxima temporada da gripe. Portanto, não temos que decidir atualmente se será utilizada ou não", apontou. EFE pgp/mh

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