EUA tomam medidas necessárias para segurança do pessoal da ONU no Sudão

O departamento de Estado americano afirmou nesta segunda-feira que deu os passos necessários para proteger o pessoal da ONU no Sudão, reconhecendo que os esforços internacionais para prender seu presidente Omar Al-Bashir podem causar uma represália violenta.

AFP |

"Certamente é uma possibilidade", afirmou o porta-voz do departamento de Estado Sean McCormack, consultado a respeito do risco de violência contra as tropas internacionais depois do pedido de prisão da Corte Penal Internacional (CPI) contra Bashir.

"Acreditamos termos tomado as medidas de segurança adequadas para nosso pessoal em Juba assim como em Cartum", acrescentou.

Antes, o secretário-geral da ONU, Ban ki-moon, afirmou que espera que o Sudão garanta a segurança do pessoal das Nações Unidas após o pedido de indiciamento do presidente Omar al-Bashir por crimes no Darfur.

Em um comunicado, Ban Ki-moon destacou que a Corte penal internacional (CPI) "é uma instituição independente e que as Nações Unidas devem respeitar a independência do processo judiciário".

Indicando que as operações de manutenção da paz da ONU no Sudão continuarão, o comunicado acrescentou que Ban "espera do governo do Sudão que continue cooperando com as Nações Unidas, cumprindo com sua obrigação de garantir a segurança do pessoal e dos bens da ONU em seu território".

O promotor da Corte Penal Internacional, Luis Moreno-Ocampo, pediu nesta segunda-feira em Haia aos juízes da CPI que emitam um mandato de prisão contra o presidente Al-Bashir por "genocídio" em Dargur (oeste do Sudão).

Desde 2003, os enfrentamentos entre forças governamentais e movimentos rebeldes no Darfur mataram 300.000 pessoas e deixaram 2,2 milhões de desabrigados, segundo a ONU. Cartum fala em 10.000 mortos.

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