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EUA terão recessão moderada em 2008, diz FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que os Estados Unidos viverão uma recessão moderada em 2008. De acordo com o FMI, a correção no setor imobiliário americano permanecerá sendo um fardo e uma fonte de incerteza para os mercados financeiros.

BBC Brasil |

Os dados constam do relatório World Economic Outlook, divulgado pelo Fundo nesta quarta-feira.

O quadro atual da economia americana, de acordo com o FMI, resultará em um ''recessão moderada, a despeito dos agressivos cortes de taxas de juros pelo Federal Reserve e da implementação na hora certa de um pacote de estímulo fiscal''.

Desde setembro do ano passado, o Federal Reserve ou Fed, como é conhecido o Banco Central americano, vem promovendo sucessivos cortes da taxa de juros. Além disso, o governo americano propôs um pacote de estímulo econômico de aproximadamente US$ 150 bilhões.

Crescimento
O FMI estima que a economia americana crescerá 0,5% em 2008, o que representa uma queda de um ponto percentual em relação à estimativa feita pelo órgão em janeiro deste ano.

Conforme já havia adiantado o diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em recente entrevista, o crescimento da economia global será de 3,7%, um declínio de 0,5 ponto percentual em relação à projeção feita pelo Fundo em janeiro.

O quadro previsto para 2008 é o de que investimentos na área residencial vão continuar a cair, o índice de consumo também, as condições no mercado de trabalho vão se deteriorar, e os investimentos na área de negócios também sofrerão declínios.

Para 2009, a projeção de crescimento do Fundo para a economia americana é ligeiramente superior, passando para 0,6%.

O FMI antecipa que os Estados Unidos darão início a uma recuperação gradual a partir de 2009, mas que este processo será mais lento do que o que se seguiu após a recessão de 2001. O órgão estima que o índice de consumo no país continuará lento.

'Transbordamento'
O Fundo também prevê um crescimento tímido para as demais economias desenvolvidas em 2008 e 2009 devido ao chamado ''transbordamento'' de crises no setor de comércio e na área financeira.

O FMI avalia que exista uma chance de 25% de o crescimento mundial cair para 3% ou menos em 2008 e em 2009, o que caracterizaria uma recessão global.

Os fatores que poderiam levar a essa queda no crescimento são incertezas no setor financeiro provocadas por eventos ainda em curso nos Estados Unidos, em especial as perdas financeiras ligadas ao setor de hipotecas imobiliárias do país.

Países em desenvolvimento
Para os países em desenvolvimento, o FMI vislumbra um futuro menos sombrio, destacando que o crescimento econômico também sofrerá uma desaceleração, mas ''permanecerá acima das tendências de longo prazo das demais regiões''.

O texto comenta que ''o forte dinamismo da demanda doméstica das economias em desenvolvimento'' foi capaz de ''absorver o choque da área comercial''.

De acordo com o relatório, Brasil, China, Índia e Rússia respondem atualmente por quase metade do crescimento global. O documento diz ainda que o fortalecimento dessas economias vem gerando uma crescente demandada por commodities como petróleo, metais e alimentos.

Isso, de acordo com o Fundo, foi o principal fator por trás do forte desempenho de nações exportadoras de commodities da África e da América Latina e do forte aumento no preço de commodities no ano passado.

Mas o FMI adverte que um crescimento mundial ''significativamente mais lento'' poderá desacelerar o ritmo das exportações dos países emergentes e gerar um declínio no preço de commodities, com efeitos negativos na demanda doméstica e nos setores de investimento dessas nações.

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