EUA tentam minimizar incidente naval com a China

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos tentaram na quarta-feira minimizar o incidente desta semana entre embarcações militares chinesas e norte-americanas, num momento em que altos escalões dos dois países mantêm conversas destinadas a retomar o crescimento econômico e controlar o programa nuclear norte-coreano. No domingo, cinco barcos chineses se aproximaram de uma embarcação da Marinha dos EUA que fazia um levantamento do leito marinho no mar do Sul da China, ao sul da ilha de Hainan, importante base da cada vez mais poderosa Marinha chinesa.

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O incidente gerou uma tensão latente entre os dois países, e a secretária de Estado Hillary Clinton disse ter abordado a questão num encontro com o seu homólogo Yang Jiechi, que na quinta-feira deve ser recebido em Washington pelo presidente Barack Obama, num raro gesto de aproximação.

"Ambos concordamos que deveríamos trabalhar para garantir que tais incidentes não aconteçam novamente no futuro", disse Hillary a jornalistas após a reunião com Yang. De acordo com a secretária, eles também discutiram direitos humanos, a Coreia do Norte e a crise global.

Hillary disse haver "uma gama de opções", inclusive uma ação no Conselho de Segurança da ONU, a serem adotadas contra a Coreia do Norte, caso o país comunista teste mísseis balísticos de longo alcance, o que seria um ato "provocativo", segundo ela.

A secretária também repetiu a antiga reivindicação dos EUA de que a Coreia do Norte volte à mesa de negociação para discutir um acordo multilateral que resultaria em ajuda energética ao país comunista em troca do desarmamento nuclear.

Hillary foi duramente criticada por grupos de direitos humanos por ter comentado no mês passado na Ásia que as preocupações dos EUA com os direitos humanos na China "não podem interferir" no trabalho conjunto a respeito da recuperação da economia global e outros itens.

Na quarta-feira, ela tentou rebater tais críticas, dizendo que os EUA sempre irão discutir a questão dos direitos humanos com a China, mas que pretendiam fazer isso de um modo que gere resultados.

"Os direitos humanos são parte do nosso diálogo abrangente. Eles não ficam no banco da frente, no banco de trás nem no banco do meio", disse ela a jornalistas. "É parte de uma ampla gama de questões que estamos discutindo, mas é importante tentar criar uma plataforma para realmente ver resultados do nosso envolvimento nos direitos humanos."

(Reportagem adicional de Ross Colvin, Andy Sullivan, John Whitesides e Tabassum Zakaria)

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