Por Jeffrey Heller JERUSALÉM (Reuters) - Os Estados Unidos lançaram neste domingo um novo esforço para retomar as negociações de paz no Oriente Médio, enviando para a região importantes autoridades para tratar de temas que vão de assentamentos judaicos às ambições nucleares do Irã.

As visitas do enviado especial ao Oriente Médio, George Mitchell; do secretário de Defesa, Robert Gates; e do assessor de Segurança Nacional, Jim Jones, são um sinal importante das intenções do presidente Barack Obama de manter as negociações de paz em destaque no seu plano de governo.

A exigência de Obama, de acordo com o plano de paz de 2003 apoiado pelos Estados Unidos, de congelar os assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada e no leste de Jerusalém sofre oposição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Minimizando a principal divergência com os Estados Unidos nos últimos dez anos, Netanyahu disse ao seu gabinete: "É natural que na rede de relações amistosas entre aliados não haja concordância em todos os pontos."

Ele descreveu as relações com Washington como importantes e firmes, depois de, há uma semana, afirmar que não aceitaria ordens norte-americanas sobre assentamentos judaicos no leste de Jerusalém,.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou que as conversas com Israel, suspensas há mais de seis meses, não podem ser retomadas até que toda a atividade relacionada a assentados israelenses cesse.

"Estamos tentando chegar a entendimentos sobre vários temas para avançarmos em objetivos comuns: paz, segurança e prosperidade para todo o Oriente Médio", disse Netanyahu.

(Reportagem adicional Khaled Yacoub Oweis em Damasco)

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