EUA tentam aplacar críticas de países em comunicado no Haiti

Washington, 18 jan (EFE).- Os Estados Unidos tentaram hoje aplacar as críticas de alguns países sobre seu papel no Haiti ao afirmar, em comunicado conjunto com o Executivo haitiano, que o país caribenho vê como essenciais seus esforços e solicitou sua assistência.

EFE |

Divulgado pelo departamento de Estado à meia-noite de domingo, o comunicado tenta amenizar o mal-estar expressado pela França com relação à atuação do Governo do presidente Barack Obama no Haiti após o terremoto.

"O presidente René Préval avalia como essenciais os esforços do Governo e dos cidadãos americanos no Haiti em apoio a recuperação imediata, a estabilidade e a reconstrução de longo prazo do Haiti e solicita aos EUA que ajudem ao Governo e aos haitianos, à ONU, aos parceiros internacionais e às organizações que estão no terreno para aumentar a segurança", afirmou em comunicado conjunto.

Por sua parte, lembrou da conversa entre Obama e o líder haitiano no último dia 15, no qual se comprometeram a coordenar a ajuda entre as partes que assistem ao país caribenho - o Governo do Haiti, a ONU, EUA, os sócios internacionais e organizações humanitárias.

Diversos países se queixam da atuação dos EUA no Haiti e da falta de coordenação na distribuição da ajuda e no congestionamento no aeroporto, e consideram que os voos de Washington têm prioridade sobre os de outros países.

Um dia depois do terremoto no Haiti, que, pelos cálculos da Cruz Vermelha poderia ter causado mais de 50 mil mortes, as Forças Aéreas dos EUA começaram a operar o aeroporto de Porto Príncipe, por onde passaram um total de 600 voos com pessoal humanitário, provisão de primeira necessidade e evacuados.

Sexta-feira, o departamento de Estado indicou que o Governo haitiano e o embaixador dos EUA no Haiti, Kenneth Merten, tinham elaborado um Memorando de Entendimento para legalizar e oficializar a cessão do controle do aeroporto aos soldados americanos.

Atuamente, o aeroporto opera a plena capacidade durante 24 horas, o que permitiu a chegada ontem de 100 voos com provisões e ajuda humanitária.

Os Estados Unidos contam com 5,8 mil militares no terreno e hoje mesmo está previsto a chegada de outros 7,5 mil soldados ao Haiti. A estes se somam 1 mil membros da 82ª Divisão Aerotransportada da Infantaria do Exército.

A partir do ar, há 30 helicópteros americanos socorrendo os desabrigados e no litoral estão atracados navios da Guarda Costeira e o porta-aviões "Carl Vinson", e na quarta-feira está prevista a chegada da embarcação hospital da Marinha "Comfort", com 600 especialistas médicos a bordo. EFE cai/dm

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