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EUA têm interesse nacional em Paquistão e Afeganistão, diz chefe militar

Washington, 1 abr (EFE).- O general David Petraeus, chefe do Comando Central militar dos Estados Unidos, disse hoje que o Afeganistão e o Paquistão abrigam as maiores ameaças extremistas do mundo, por isso a situação desses países se transformou em interesse nacional para os americanos.

EFE |

Petraeus, que compareceu perante a Comissão de Forças Armadas do Senado, disse que estas nações "contêm as ameaças extremistas internacionais mais urgentes do mundo" e, para o Comando Central, são "o problema mais urgente".

O general disse que, para combater a escalada de violência que se intensificou no sul do Afeganistão e para acabar com a Al Qaeda e outros grupos extremistas em ambos os países, é necessário "um compromisso sólido e sustentado".

Segundo ele, a estratégia apresentada na sexta-feira passada pelo presidente americano, Barack Obama, que incluirá o envio de 4 mil soldados adicionais ao Afeganistão e pessoal civil, é um compromisso com a região.

Estas tropas se juntarão aos reforços já anunciados de 17 mil soldados americanos, que chegarão nos próximos meses e se juntarão aos 36 mil já mobilizados no Afeganistão.

"O Afeganistão e o Paquistão compreendem um cenário único que requer uma aproximação integral e estreitamente coordenada dos Governos", disse.

Petraeus afirmou que o envio de tropas adicionais é "claramente necessário" no Afeganistão para alcançar os objetivos, ao mesmo tempo em que defendeu, em relação à parte civil e dos organismos como a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, em inglês), que "apresentem os recursos necessários para desenvolver a estratégia".

A missão das tropas adicionais será aumentar a capacidade para proteger a população, perseguir os extremistas, apoiar o desenvolvimento das forças de segurança nacionais, reduzir o mercado ilegal de narcóticos e fortalecer as instituições políticas.

Para conseguir isso, disse que será preciso levar em conta a situação do Paquistão, que está "intimamente ligada" ao Afeganistão.

"É no Paquistão onde os altos dirigentes da Al Qaeda e outros extremistas internacionais estão localizados", disse, por isso ressaltou a necessidade de estreitar a cooperação.

Apesar das melhoras em algumas áreas da fronteira do Paquistão, disse, "os extremistas estabeleceram santuários em partes inquebrantáveis da fronteira que não só contribuem para deteriorar a segurança no sudeste do Afeganistão, mas são uma ameaça para o Paquistão". EFE elv/an

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