EUA têm 'boas pistas' sobre carro-bomba em NY

Polícia anuncia ter localizado proprietário de veículo de ataque frustrado e secretário de Justiça diz que envolvidos serão presos

iG São Paulo |

O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, disse nesta segunda-feira que investigadores alcançaram um considerável progresso na investigação sobre um frustrado atentado com um carro-bomba na Times Square de Nova York, e afirmou que os envolvidos serão presos.

A polícia e investigadores do FBI conseguiram rastrear o proprietário do Nissan Pathfinder, de 1993, usado na tentativa de ataque, mas essa pessoa não é suspeita, disse a polícia nesta segunda-feira. “Identificamos e falamos com o proprietário registrado", disse Paul J. Browne, o porta-voz chefe do Departamento de Polícia, que ressalvou que ainda não foi identificado um suspeito ou um motivo. Apesar disso, a confirmação da origem do veículo é um avanço significativo na investigação.

Reuters/Newscom/REUTERS TV
Esquadrão antibomba examina carro onde explosivo foi colocado, em Times Square, Nova York

 "Acho que já tivemos considerável progresso", disse Holder a jornalistas, acrescentando que, "no final, essa investigação será bem-sucedida e os responsáveis pela tentativa serão encontrados e levados à Justiça".

Holder disse que investigadores ainda estavam procurando o indivíduo que foi visto na gravação feita por uma câmera de segurança próxima ao local. A polícia disse que o homem branco, na faixa dos 40 e poucos anos, foi visto em um vídeo gravado por uma câmera de segurança a cerca de meia quadra do local onde o veículo com a bomba foi deixado com o motor ligado e luzes de alerta piscando na noite de sábado.

Em cerca de 19 segundos de vídeo divulgado pela polícia, o homem, que parece ser magro, é visto tirando uma camiseta preta, colocando algumas coisas numa sacola e saindo andando pela calçada, carregando a sacola e olhando ao menos duas vezes para trás.

Além da gravação, os investigadores também analisam um dispositivo feito de propano, gasolina e fogos de artifício, após autoridades encontrarem a bomba no veículo na Times Square, quando o local estava lotado de turistas e de pessoas que iam ao teatro.

"Temos algumas pistas boas", disse Holder a jornalistas. "Estamos seguindo algumas outras pistas também." Holder estava cauteloso sobre associar o incidente ao terrorismo internacional e subestimou alegações de responsabilidade por parte do Taleban no Paquistão, que reivindicou a tentativa de ataque .

"Esse grupo no passado já assumiu responsabilidade por incidentes que (eles), no final, não tinham ligações", disse Holder, acrescentando que ainda era cedo para dizer quem era de fato responsável pelo atentado frustrado.

No comunicado em que reivindicou a tentativa de ataque, o grupo dizia que a explosão era para vingar o assassinato de dois islâmicos e "mártires muçulmanos".

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ressaltou que as investigações não apontam para uma tentativa de atentado da a Al-Qaeda ou qualquer outra organização de militantes. "É triste que isso tenha acontecido. Estou confiante que vamos descobrir quem fez isso", disse Bloomberg do lado de fora de um restaurante na Times Square.

Bloomberg jantou com o policial Wayne Rhatigan, que atendeu ao alerta feito por um vendedor ambulante sobre um veículo utilitário Nissan na Rua 45, perto da Broadway.

Cooperação de Obama

Em visita à Louisiana, onde acompanha os trabalhos contra a maré negra provocada pelo afundamento de uma plataforma de petróleo no Golfo do México, Obama disse que já conversou com o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, sobre o carro-bomba desativado no sábado em plena Times Square.

"Minhas equipes de segurança nacional já cumpriram todas as etapas necessárias para garantir que todas as agências, locais e estaduais, tenham total apoio e cooperação do governo federal", disse Obama.

"Vamos fazer o que for necessário para proteger o povo americano, para determinar quem está por trás desse ato potencialmente catastrófico e para ver a justiça ser feita", disse Obama, que foi acompanhado na viagem pelo seu chefe de contraterrorismo John Brennan.

*Com Reuters e New York Times

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