Os Estados Unidos revelaram nesta segunda-feira - em uma declaração sem precedentes - que possuem um total de 5.113 ogivas nucleares, e afirmaram que a atitude serve para facilitar o controle das armas." /

Os Estados Unidos revelaram nesta segunda-feira - em uma declaração sem precedentes - que possuem um total de 5.113 ogivas nucleares, e afirmaram que a atitude serve para facilitar o controle das armas." /

EUA têm 5.113 ogivas nucleares em seu arsenal

Os Estados Unidos revelaram nesta segunda-feira - em uma declaração sem precedentes - que possuem um total de 5.113 ogivas nucleares, e afirmaram que a atitude serve para facilitar o controle das armas.

AFP |

Os Estados Unidos revelaram nesta segunda-feira - em uma declaração sem precedentes - que possuem um total de 5.113 ogivas nucleares, e afirmaram que a atitude serve para facilitar o controle das armas.

"É do interesse de nossa segurança nacional que sejamos transparentes quanto ao programa nuclear dos Estados Unidos", explicou a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, após o Pentágono revelar dados mantidos em segredo por um longo tempo.

"Acreditamos que nossa decisão constrói confiança, faz com que mais pessoas compreendam o que o presidente (Barack) Obama e sua administração estão tentando fazer", disse.

Hillary acrescentou que os dados do arsenal podem reforçar o controle de armas nucleares, assim como prevenir sua difusão.

A secretária reconheceu que houve "numerosos debates" no interior da administração no que diz respeito à revelação dos dados.

"Em 30 de setembro de 2009, o arsenal nuclear era de 5.113 ogivas", informou o Pentágono em um comunicado.

O número inclui ogivas à disposição para utilização a qualquer momento e ogivas "inativas", mantidas em um paiol com "status não-operacional", disse.

A quantidade representa uma redução de 84% do arsenal de 31.255 ogivas em 1967, durante a Guerra Fria, e uma diminuição de 75% em relação a 1989, quando houve a queda do Muro de Berlim.

O governo dos Estados Unidos revelou pela última vez dados de seu arsenal em 1993, com relação às ogivas de 1961.

Clinton explicou que a divulgação dos dados não ameaça, "de nenhuma maneira, nossa segurança nuclear", e destacou que os especialistas já tinham uma boa estimativa do arsenal americano.

Um funcionário do departamento da Defesa afirmou que a administração espera que a maior transparência de Washington encoraje outros países a fazerem o mesmo.

"Torcemos para que outros nos sigam", informou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

"Em particular, gostaríamos de ver mais transparência da China. Temos realmente muito pouca visão sobre seus programas e planos", afirmou o funcionário.

ddl/ma/LR

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