EUA têm 50 milhões de doses de antivirais contra gripe suína

Washington, 29 abr (EFE).- A secretária de Segurança Nacional americana, Janet Napolitano, afirmou hoje que seu país tem 50 milhões de doses de antivirais contra a gripe suína, e disse que a resposta do Governo foi colocada como uma maratona, e não um sprint.

EFE |

Em sua primeira audiência diante do Congresso desde o surgimento do foco de gripe suína, Napolitano defendeu a indústria suína do país e delineou os passos tomados pelo Departamento de Segurança Nacional e as outras agências governamentais para responder à crise.

"Esperamos que este foco se desenvolva com o tempo, assim, nossa resposta será uma maratona, e não um sprint", disse Napolitano, em seu testemunho ao Comitê de Segurança Nacional do Senado, antecipado à imprensa.

A audiência, uma das várias programadas pelo Congresso dos EUA, aconteceu no momento em que as autoridades americanas confirmaram um total de 66 casos de gripe suína em seis estados do país.

Esta manhã, foi confirmada a morte de um bebê de quase dois anos no Texas.

Napolitano insistiu em que não foram detectados casos do vírus nos porcos nos EUA e que também nenhum caso foi atribuído "à manipulação ou consumo de porco".

"Atualmente, não há provas de que as pessoas podem contrair o vírus por consumir porco ou derivados", enfatizou Napolitano.

Além disso, afirmou que o Departamento de Defesa "continua listando planos para proteger os homens e mulheres que prestam serviço" no país, "caso este foco aumente".

Napolitano disse que os Estados Unidos têm 50 milhões de doses prontas de remédios antivirais que terão "alguma eficácia" contra o vírus A/H1N1 - 6 milhões para conter o contágio e outras 44 milhões para tratamento.

Por enquanto, o Governo está distribuindo cerca de 11 milhões de dose de Tamiflu e Relenza, com especial atenção para os estados afetados e os da fronteira sul.

Até o momento, calcula-se que o Congresso autorizou quase US$ 7 bilhões para os diversos preparativos, a fim de evitar uma pandemia.

Durante a audiência, o presidente do Comitê, Joe Lieberman, expressou preocupação com a evolução do foco da gripe suína, cujo epicentro aparentemente está no México.

Lieberman disse que, no México, foram registradas 152 mortes que podem ter sido causadas pela gripe suína e mais de 2 mil pessoas foram hospitalizadas. Houve casos confirmados em sete países, incluindo Canadá, Israel e Espanha.

Segundo Lieberman, isso não é um exagero ou invenção da imprensa, como alguns sugeriram, mas é "uma crise de saúde pública genuína".

Lieberman elogiou a resposta do Governo Federal e enfatizou que o Executivo já vinha se preparando para uma possível pandemia há vários anos. EFE mp/an

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