EUA suspendem transporte de soldados para base no Quirguistão

O Exército americano suspendeu o transporte de tropas utilizando sua base no Quirguistão e fará o traslado de suas forças para o Afeganistão através de campos de aviação no Kuwait, informou nesta sexta-feira o Comando Central dos Estados Unidos.

iG São Paulo |


Em meio à tensão política no país, o comando da base aérea de Manas decidiu "desviar, temporariamente, os voos de transportes militares", segundo o porta-voz John Redfield. As decisões sobre outros voos militares "serão analisadas caso por caso", disse.

Um oficial americano, que pediu para ter a identidade preservada, revelou à AFP que "todos os voos com soldados desde ou para o Afeganistão serão desviados ao Kuwait".

A suspensão destes voos deve durar 72 horas e foi decidida "por precaução, devido à presença de veículos blindados na parte civil do aeroporto" onde opera a base aérea americana, informou outro oficial.

O presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, foi forçado a deixar a capital do país na quarta-feira, em meio a protestos violentos. O governo interno foi assumido por Roza Otunbayeva.

Rússia

Rússia e Estados Unidos têm bases aéreas no Quirguistão e a presença dos dois foi motivo de debate recentemente no país.

A base americana em Manas é importante para as operações dos Estados Unidos no Afeganistão, mas o prazo do arrendamento deve terminar em julho. Bakiev disse que a oposição quer fechar esta base.

"Eles querem fechar, mas eu acho que isto é um erro. É realmente vital, não apenas para os Estados Unidos, mas também para o Quirguistão e para toda a Ásia Central. Pois a situação no Afeganistão é um problema, não apenas para os Estados Unidos, mas também para o mundo todo", afirmou.

Os Estados Unidos ainda não reconheceram o governo interino, mas a Rússia parece ter dado apoio à liderança de Otunbayeva, pois ela já conversou por telefone com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin.

O vice-chefe do governo interino, Almazbek Atambayev, foi a Moscou "para negociar ajuda econômica", de acordo com uma declaração do governo.

Com BBC e AFP


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