EUA suspendem envio de prisioneiros de Guantánamo ao Iêmen

Washington, 5 jan (EFE).- A Casa Branca anunciou hoje a suspensão do envio de prisioneiros de Guantánamo ao Iêmen, dado o caso do nigeriano supostamente treinado no país árabe e que tentou explodir um avião que seguia para Detroit (EUA) no dia do Natal.

EFE |

"Embora continuemos comprometidos com o fechamento das instalações (de Guantánamo), ficou decidido que, no momento, não é uma boa ideia fazer transferências adicionais ao Iêmen", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em sua entrevista coletiva diária.

Vários legisladores democratas, independentes e republicanos pressionaram o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que fosse suspenso o envio de prisioneiros de Guantánamo ao Iêmen.

Atualmente, há cerca de 90 iemenitas em Guantánamo. A previsão era de que metade deles seria transferida para seu país de origem.

Porém, o fracassado atentado contra um avião da companhia aérea Northwest quando este se preparava para aterrissar em Detroit (Michigan) levou os EUA a revisarem seus planos.

Em pleno voo, Umar Farouk Abdul Mutallab, de 23 anos e de origem nigeriana, tentou detonar explosivos que carregava escondidos em sua roupa de baixo.

O jovem disse aos investigadores que líderes da organização terrorista Al Qaeda no Iêmen ajudaram-no a planejar o fracassado atentado suicida.

O suspeito disse, segundo as fontes da rede de TV "ABC", que viveu com um líder da Al Qaeda no Iêmen por cerca de um mês, período em que recebeu treinamento terrorista. EFE tb/sc

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