EUA se recusam a suspender sanções impostas ao Zimbábue

Washington, 19 mar (EFE).- O Governo americano descartou hoje atender o pedido do presidente zimbabuano, Robert Mugabe, para que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) suspendam as sanções econômicas impostas ao país, ao afirmar que o Zimbábue tem um longo caminho a percorrer antes de isso acontecer.

EFE |

"Ainda não vimos provas suficientes de que o Executivo do Zimbábue está, firme e irrevogavelmente, rumo a uma forma de governar eficaz, global e que respeite os direitos humanos", disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Robert Wood.

"Esse Governo ainda tem um longo caminho a percorrer antes que consideremos relaxar as sanções", acrescentou.

Em 4 de março, o presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu ampliar por um ano as sanções impostas ao Zimbábue, dada a persistente crise política nesse país.

Sobre as informações de que os EUA estariam negociando com o Governo zimbabuano a suspensão das sanções, Wood declarou: "Quero deixar claro que não mantemos nenhum tipo de conversa com o Governo do Zimbábue".

O porta-voz aproveitou a ocasião para ressaltar a preocupação dos EUA com a situação humanitária no país africano.

O Governo zimbabuano "tem que dar mais provas até que consideremos suspender qualquer sanção ou oferecer um pacote de ajuda", disse o funcionário. EFE ca/sc

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